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GRÁVIDAS PODEM COMER PEIXE

As grávidas devem ou não comer peixe? "Tudo depende do peixe e da quantidade em que é consumido", considera o professor norte-americano de Medicina Preventiva, Frank Gilliland, clarificando um assunto controverso, principalmente por causa dos danos que o mercúrio acumulado no peixe pode causar.

06 de junho de 2004 às 00:00

Para evitar os efeitos daquela substância sobre o sistema nervoso do feto, a agência especializada para o Medicamento e a Alimentação dos EUA recomenda que as mulheres grávidas ou em idade fértil recusem o tubarão, o peixe-espada e a cavala.

O peixe é, contudo, uma parte importante da dieta humana. A mesma agência considera não existir perigo se as mulheres ingerirem até 340 gramas, servidas em duas refeições por semana, de peixes com baixos níveis de mercúrio, designadamente atum em lata, salmão, pescada e peixe-gato, assim como frutos do mar cozinhados e camarão. Em suma, "é possível escolher entre marisco, peixe enlatado, peixe pequeno do oceano ou peixe de viveiro".

O peixe e o marisco contêm elevada quantidade de proteínas e outros nutrientes. Além disso, apresentam baixo teor de gorduras saturadas e contêm ácidos gordos omega-3. São características observadas, nomeadamente, em peixes de água fria, como o atum e o salmão.

Uma dieta equilibrada - que inclua peixe - durante a gravidez pode contribuir para a saúde do coração da futura criança e, de uma maneira geral, favorecer o seu crescimento e desenvolvimento harmonioso.

Um estudo recente indica que consumir peixes gordos, como salmão e truta, uma vez por semana, durante a gravidez, evita que a criança desenvolva asma até ao seu quinto aniversário.

O investigador Frank Gilliland sustenta que a probabilidade de os filhos de mulheres asmáticas, que na gravidez comeram peixes gordos algumas vezes por mês, padecerem da mesma doença é 75 por cento inferior em relação aos filhos de mulheres que deixaram de comer peixe.

"Quanto mais peixe gordo uma mulher asmática à espera de bebé comeu, menor a probabilidade de o bebé vir a sofrer de asma", afirma Gilliland , notando que, nos filhos de mães não asmáticas, não foi detectado qualquer benefício associado àquele consumo.

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