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Correio da Manhã

Portugal
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Greve de zelo sem pagamento

"Isto está a bater no fundo", afirma Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), reagindo à situação vivida no Regimento de Sapadores de Lisboa. Ontem, 150 bombeiros protestaram contra a criação do quinto turno e o vereador Manuel Brito por não pagar a quem não presta todo o socorro.
6 de Janeiro de 2012 às 01:00
Cerca de 150 bombeiros dos Sapadores manifestaram-se em frente à sede do Regimento
Cerca de 150 bombeiros dos Sapadores manifestaram-se em frente à sede do Regimento FOTO: Mariline Alves

Ao CM, Manuel Brito explicou que as negociações com os sindicatos e ANBP "continuam, estando tudo em cima da mesa". O vereador da Protecção Civil alertou que os "serviços mínimos eram manifestamente insuficientes" e que os operacionais que não fazem limpeza das vias, fecho de águas, abertura de portas sem socorro e desencarceramentos que não impliquem risco de vida, numa greve de zelo convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa – que se iniciou a 28 de Dezembro e termina no domingo – não deveriam estar nos quartéis e a receber o ordenado por inteiro. A câmara evita o pagamento dos dias de greve e as horas extras. Mas ao final da tarde de ontem, quase todos os operacionais voltaram ao serviço.

A ANBP, que denuncia a falta de pessoal, viaturas paradas e risco para a integridade física dos profissionais, reúne hoje com o presidente da Câmara de Lisboa.

GREVE ZELO PAGAMENTO LISBOA
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