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Correio da Manhã

Portugal

Greve nacional na PJ

A luta sindical dentro da Polícia Judiciária (PJ) vai endurecer com a marcação de uma greve nacional para o próximo dia 17 de Abril por parte da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC).
1 de Abril de 2006 às 00:00
Esta decisão dos sindicalistas da Polícia de investigação criminal é a resposta ao que consideram a “postura do Ministério da Justiça”, nomeadamente “o seu silêncio em relação às nossas reivindicações” e substituí todas as greves sectoriais levadas a cabo até agora, afirma em comunicado da direcção da ASFIC. A ASFIC, dado o momento difícil por que a PJ atravessa, apela ainda à união de todos os funcionários da investigação criminal em torno desta greve nacional “fundamental para mostrar a nossa indignação e exigir deste Governo o respeito que merecemos”.
A tensão entre a estrutura sindical da PJ e o Ministério da Justiça arrasta-se desde Janeiro passado, por recusa da tutela em pagar as horas extraordinárias. Todo o primeiro mês do ano, a PJ fez greve às horas extraordinárias, passando a greves sectoriais desde o início de Fevereiro e previstas até ao final de Abril. Mas ao fim de cinco dias de greves sectoriais, os responsáveis da ASFIC já admitiam o endurecimento das formas de luta, o que ontem foi anunciado.
A Polícia Judiciária atravessa momentos difíceis com uma asfixia financeira que, segundo o presidente da ASFIC, Carlos Anjos, resulta no não pagamento “a certos fornecedores e aos funcionários de investigação criminal deve ajudas de custo e piquetes”, além de fazer com que “a operacionalidade da PJ esteja a 40 por cento do normal.
Santos Cabral, director nacional da PJ, depois de ter evitado que esta perdesse a alçada dos contactos com a Interpol e a Europol, tem de enfrentar uma nova ‘guerra’: a perda do comando na luta contra o terrorismo e crime organizado, defendida pelo Gabinete Coordenador de Segurança que prefere o princípio da territorialidade: o comando das operações passa para a PSP ou a GNR – conforme seja a área de actuação de uma ou outra força de segurança.
QUANTO GANHA UM INSPECTOR
(Vencimento Suplemento de Risco = TOTAL)
PESSOAL DIRIGENTE E CHEFIA
- Director Nacional: 5498,56 690,36 = 6188,92
- Director Nacional Adjunto: 4139,89 655,78 = 4795,67
- Subdirector Nacional Adjunto: 3794,90 586,64 = 4381,54
- Director do Departamento Central: 3794,90 586,64 = 4381,54
- Director de Departamento: 3277,41 522,07 = 3829,48
PESSOAL DE INVESTIGAÇÃO*
*Suplemento de Risco (SR) = 371,80 (igual para todos)
- Assessor de Investigação Criminal: 3889,67 SR = 4261,47
- Coordenador Superior de Investigação Criminal Mínimo - 3393,93 SR = 3765,73 / Máximo - 3775,27 SR = 4147,07
- Coordenador de Investigação Criminal: Mínimo - 2745,65 SR = 3117,45 / Máximo - 3393,93 SR = 3765,73
- Inspector-Chefe: Mínimo - 2326,17 SR = 2697,97 / Máximo - 2745,65 SR = 3117,45
- Inspector: Mínimo - 1487,23 SR = 1859,03 / Máximo - 2326,17 SR = 2697,97
- Inspector Estagiário: 991,48 SR = 1363,28
- Agente Motorista: Mínimo - 1029,62 SR = 1401,42 / Máximo - 1754,16 SR = 2125,96
AJUDAS DE CUSTO
- Portugal: entre 43,29 e 57,98 euros
- Estrangeiro: entre 103,37 e 137,58 euros
* Nota: Vencimentos em bruto
Fonte: Diário da República
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