Sindicato dos Funcionários Judiciais alerta para falta de recursos. Luta por melhores condições pode impedir interrogatórios.
A conjugação de várias greves dos funcionários judiciais ameaça paralisar os tribunais nos próximos dias, com a possibilidade de detidos por crimes graves serem libertados sem serem presentes a juiz e presos que poderiam sair em liberdade terem de esperar pela próxima semana.
A denúncia é do Sindicato dos Oficiais de Justiça, que alerta para uma “semana quente para os tribunais” em contraponto com “o populismo da ministra da Justiça”.
“O recente anúncio de ingresso de 570 novos Oficiais de Justiça mais não é do que uma tentativa de iludir os portugueses. A conciliação da greve que vem decorrendo desde 10 de janeiro de 2023 – durante todas as tardes –, a que se associam as greves que se realizam todas as quartas e sextas-feiras, sem serviços mínimos, conjugado com o feriado, faz prever que dezenas ou centenas de cidadãos não serão presentes a juiz e muitos dos que se encontram presos não poderão ser libertados nesse período.
A responsabilidade cabe à senhora ministra da Justiça, que insiste que os tribunais estão a funcionar e que alcançou a paz social”, acusa Carlos Almeida, presidente da direção do Sindicato dos Oficiais de Justiça. Recorde-se que, já este ano, esta situação levou à libertação de traficantes de droga e incendiários, entre outros criminosos detidos.
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