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Correio da Manhã

Portugal
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Greve põe prisões em alerta máximo

O segundo período de greve iniciado ontem pelos guardas prisionais confirmou o elevado índice de descontentamento que se vive nas cadeias. A adesão atingiu os 100 por cento em 14 estabelecimentos, segundo dados oficiais, podendo aumentar durante o fim-de-semana.
18 de Julho de 2009 às 00:30
Panfletos colados ontem em Lisboa apelam a motins nas cadeias
Panfletos colados ontem em Lisboa apelam a motins nas cadeias FOTO: João Miguel Rodrigues

Privados de visitas, os reclusos já começaram a manifestar sinais de revolta, que se traduziram numa agressão a um subchefe no Estabelecimento Prisional de Leiria e na queima de caixotes na cadeia de Coimbra, apurou o CM.

Nas imediações do EP de Lisboa, foram distribuídos panfletos a apelar aos motins, com fotos da última insurreição na prisão de Alcoentre. Por precaução, foi mobilizado o efectivo do Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais e o Pelotão de Intervenção Rápida da GNR, para a zona Norte. Alcoentre, Coimbra, Custóias, Lisboa, Paços de Ferreira e Vale Judeus são os locais de maior preocupação.

PORMENORES

INÉDITO

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional afirma que a adesão à greve (94 por cento) é histórica. A DGSP admitiu uma adesão de 91 por cento.

PANFLETOS

"Que os motins se espalhem por toda a parte, dentro e fora, em todas as cadeias." Podia ler-se nos panfletos espalhados ontem nas imediações do EP de Lisboa.

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