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Correio da Manhã

Portugal
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GREVE 'TRAVA' OPERAÇÕES

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) sustenta que a greve dos médicos do Hospital de São Bernardo obrigou ontem à paragem do serviço de Cirurgia, mas o director daquela unidade de saúde afirmou desconhecer tal paragem. O sindicato prevê a paralisação dos serviços de Cardiologia e Obstetrícia durante o dia de hoje.
7 de Setembro de 2003 às 00:00
40 médicos iniciaram ontem uma greve ao trabalho extraordinário
40 médicos iniciaram ontem uma greve ao trabalho extraordinário FOTO: Jorge Godinho
Cerca de 40 médicos em regime de "não exclusividade" iniciaram ontem, às 09h00, uma greve de três semanas ao trabalho extraordinário para além das doze horas a que estão contratualmente obrigados. Exigem o pagamento de retroactivos das horas extraordinárias efectuadas entre Julho de 2000 e Dezembro de 2002, que tinham sido pagas por valores inferiores aos dos médicos que só exercem a actividade no Hospital de São Bernardo.
Apesar da greve dos médicos, no serviço de Urgência o ambiente que se vivia ontem de manhã não era diferente da realidade habitual no Hospital de São Bernardo, com dezenas de doentes na sala de espera, embora sindicato e administração do Hospital reconheçam que ainda é cedo para tirar conclusões.
O secretário-geral do sindicato Independente dos Médicos, Carlos Arroz, garantiu que o serviço de cirurgia estava parado e todos os "doentes que necessitem de ser submetidos a intervenções cirúrgicas de urgência teriam de ser transferidos para outras unidades hospitalares do distrito de Setúbal, designadamente para os Hospitais do Barreiro e Garcia de Orta". "Os serviços de Cardiologia e de Obstetrícia também poderão ser muito afectados", disse Carlos Arroz.
REFLEXOS DA GREVE
OUTROS SERVIÇOS
A partir de amanhã, o impacte da greve poderá fazer-se sentir ao nível das “consultas externas e do trabalho programado nas enfermarias e nos blocos operatórios”, afirmou o dirigente sindical Carlos Arroz.
ALTERNATIVAS
“Os hospitais do Montijo, Barreiro e Garcia de Orta estão avisados, reforçámos o número de ambulâncias para eventuais transferências de doentes e as condições de segurança do hospital”, afirmou o director do Hospital de São Bernardo, que ontem disse não ter qualquer indicação sobre a paragem do serviço de Cirurgia, referida pelo sindicato dos médicos.
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