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Correio da Manhã

Portugal

Grupo de 27 pessoas começou a ser julgado por tráfico de droga

Maioria dos arguidos presentes não pretende prestar declarações nesta fase do julgamento.
9 de Janeiro de 2017 às 19:04
Tribunal
Tribunal FOTO: iStockPhoto
Um grupo de 27 pessoas, sete delas em prisão preventiva, começou esta segunda-feira a ser julgado num processo relacionado com uma rede de tráfico de droga que atuava na zona norte do distrito de Aveiro.

Na primeira sessão do julgamento, que decorreu no Tribunal de Aveiro, o coletivo de juízes procedeu à identificação de 26 arguidos (um faltou) e à leitura dos 160 pontos da acusação.

A maioria dos arguidos presentes disse ainda que não pretende prestar declarações nesta fase do julgamento.

Nesta sessão, foi ainda ouvida a companheira do alegado cabecilha do grupo, que negou os factos descritos na acusação.

Perante o coletivo de juízes, a arguida admitiu ser consumidora habitual de haxixe, mas afirmou que nunca comprou droga a ninguém.

Os arguidos (24 homens e três mulheres, com idades entre os 18 e os 45 anos) estão acusados da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, detenção de arma proibida e condução sem habilitação legal.

O processo resultou de uma investigação desenvolvida pela GNR que culminou com uma megaoperação policial realizada em setembro de 2015, em que foram feitas várias buscas domiciliárias e a veículos.

Durante a operação foram apreendidos 3,3 quilos de canábis, suficiente para cerca de oito mil doses individuais, cocaína para cerca de 100 doses e ainda MDMA (ecstasy) e outras drogas sintéticas.

A GNR apreendeu ainda mais de 80 mil euros em dinheiro, diversos automóveis, telemóveis, uma arma de fogo e várias armas brancas.

O processo conta com mais de uma centena de testemunhas, entre consumidores e militares da GNR, que foram arroladas pelo Ministério Público (MP).

A acusação descreve a existência de uma organização liderada por um dos arguidos com a ajuda da companheira, que se dedicava à venda de substâncias estupefacientes, nomeadamente canábis, MDMA (ecstasy) e outras drogas sintéticas, a terceiros que previamente os contactavam para o efeito.

O MP diz ainda que o cabecilha do grupo chegou a adquirir cerca de dez quilos de canábis por semana para distribuir e vender ao maior número de pessoas na zona norte do distrito de Aveiro e áreas limítrofes.

A droga, segundo os investigadores, era entregue à consignação aos outros elementos do grupo, que efetuavam a sua revenda a terceiros, a troco de uma percentagem por cada venda.
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