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Correio da Manhã

Portugal
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Grupos assaltam carros nas praias da Caparica

O casamento era no sábado. A madrugada em Évora foi longa e, de volta a Lisboa, noivo e padrinhos só queriam acabar a despedida de solteiro em grande. Nada como uma ‘sardinhada’ e, na sexta-feira, ficaram-se pela Praia do Castelo, na Costa de Caparica.
11 de Julho de 2006 às 00:00
Só que deixaram tudo no carro, os ladrões “estão sempre ali à espreita”, confirmou ao CM fonte policial – e, tanto a este grupo como a “centenas de pessoas por ano”, roubaram milhares de euros em valores.
Para os agentes do posto policial da PSP da Costa de Caparica este e outros assaltos semelhantes nas concorridas praias da Margem Sul do Tejo já são, “infelizmente, praticamente diários”.
E um polícia, que não quer ser identificado, adianta que “dezenas de assaltantes da Margem Sul”, na sua maioria toxicodependentes, se escondem “todos os dias nas matas em redor das praias”, prontos a atacar, normalmente, “os carros estacionados na periferia dos parques. São os lugares mais escondidos e estão longe das vistas dos guardas...”.
A ida à praia normalmente dispensa grandes adereços, mas, “logo por azar”, Francisco, 26 anos, estava naquele dia ‘proibido’ de entrar em casa “para não ver o vestido da noiva”. E na véspera do casamento guardava, dentro da mala do carro, “milhares de euros entre roupa, dinheiro e, “acima de tudo”, um relógio novo – presente de noivado.
“Levaram-me a roupa toda, não só a mim como aos meus amigos, para além do rádio do carro, carteiras com documentos, cartões multibanco e de crédito” – e fizeram “um buraco na porta do condutor, com uma chave de fendas, para conseguirem chegar ao trinco e entrar”.
Centenas de queixas “chovem” todos os verões na PSP. Os bens de valor furtados acabam por ser trocados “por meia dúzia de tostões para a droga”. Os documentos, ao contrário, explica a Polícia, “normalmente acabam por aparecer”. Mas mais tarde na mata. “É esperar”.
CONSELHOS
FORA DA MATA
Os agentes da PSP da Costa de Caparica aconselham os condutores que se deslocam às praias da zona a “estacionarem os carros no meio dos parques, mais perto dos guardas” e evitarem “os lugares na periferia, junto às matas”.
POUCA ROUPA
A Polícia aconselha as pessoas a levaram apenas “o mínimo e indispensável” para a praia. Os surfistas, que ficam afastados da roupa e outros bens durante mais tempo, devem deixar as suas coisas entregues no bar ou a alguém.
CUIDADO
Abrir a mala do carro para guardar alguma coisa ou trocar de roupa em pleno parque de estacionamento pode ser fatal. É um comportamento a evitar. Os assaltantes estão escondidos nas matas e atacam minutos depois.
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