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Correio da Manhã

Portugal
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Guarda morre em despiste de mota

Um militar do Destacamento de Trânsito da GNR de São João da Madeira morreu, anteontem à noite, quando se despistou no nó de Vila Nova de Gaia, na A1. As causas do acidente estão a ser investigadas.
11 de Agosto de 2010 às 00:30
Caixão com corpo de Rogério Alves saiu ontem à tarde do IML do Porto
Caixão com corpo de Rogério Alves saiu ontem à tarde do IML do Porto FOTO: Alexandre Panda

Rogério Manuel Alves, de 31 anos, seguia na mota de serviço para Leixões, com um colega. Ambos iriam depois acompanhar um transporte especial de grandes dimensões até Viana do Castelo. Os dois guardas saíram de São João da Madeira cerca das 23h00 e, uma hora depois, a mota de Rogério Alves despistou-se, embatendo num rail de protecção. O colega que seguia atrás ligou logo para o 112, mas, apesar dos esforços dos Bombeiros dos Carvalhos e dos médicos do INEM, o guarda faleceu no local.

"Ele era um amante das motas e foi por gostar muito delas que optou por entrar na Brigada de Trânsito. Namorava há quatro anos e estava a preparar a vida para casar ", disse ao CM José Gonçalves, pai do militar, natural de Figueiredo de Alva, em São Pedro do Sul.

Ontem, no quartel de São João da Madeira, onde a vítima pernoitava nos dias de trabalho, o ambiente era de consternação.

"Era um bom militar, muito experiente e que vai fazer muita falta à GNR", disse ao CM fonte do Destacamento sobre o militar que esteve em missão no Iraque e em Timor.

"A mota que conduzia tinha mais de 240 mil quilómetros, ou seja, muito desgastada, mas não significa que seja esta a causa do acidente", adiantou ao CM José Alho, da Associação Sócio-Profissional da Guarda.

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