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Correio da Manhã

Portugal
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Baião chora morte da guarda prisional morta a tiro por acidente

Vítima, de 32 anos, foi atingida mortalmente por uma bala na zona do peito durante treino anual de tiro.
José Eduardo Cação, Miguel Curado e Liliana Rodrigues 7 de Novembro de 2018 às 01:30
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Cadeia de Santa Cruz do Bispo
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Cadeia de Santa Cruz do Bispo
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Cadeia de Santa Cruz do Bispo
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos
Um disparo acidental matou Carla Amorim, de 32 anos, esta terça-feira de manhã, quando a guarda prisional participava numa ação de formação que estava inserida no treino anual de tiro, junto ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira.

O acidente ocorreu pelas 11h00, numa carreira de tiro – quando uma bala disparada por um instrutor atingiu de forma fatal o peito da vítima.

No local, equipas médicas do Hospital de Penafiel e os bombeiros de Paços de Ferreira ainda fizeram todos os esforços para tentar reanimar a vítima, natural de Baião, mas o óbito da vítima foi declarado ainda na cadeia, por volta das 12h30.

A GNR foi chamada ao local, mas a investigação do caso passou entretanto para a Polícia Judiciária do Porto, que deverá ouvir o autor do disparo fatal nos próximos dias, até porque ontem o monitor se encontrava em choque.

Em comunicado, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) lamentou "profundamente o sucedido" e garante já ter pedido a abertura de um inquérito que vai ficar a cargo do inspetor coordenador do Serviço de Auditoria e Inspeção (Norte) da DGRSP.

Em Baião - Carla vivia no centro da vila -, família e amigos reagiram com incredulidade. Pelas redes sociais, muitos dos que eram próximos da guarda prisional quiseram ontem prestar homenagem com palavras de apoio à família. 

"A Carla era jovem e muito querida em Baião e as pessoas sentem uma grande revolta"
Carla Amorim vivia na União de Freguesias Campelo e Ovil, em Baião. A população ficou bastante consternada com a notícia.

"Toda a gente está revoltada com esta perda. A Carla era uma pessoa jovem e muito humilde. Aqui em Baião todos gostavam dela e no seio familiar ela era como uma líder. Temos de apoiar a família" disse Filipe Fonseca, presidente da junta local.

Local errado e nada fazia prever tiro
Foi um dos formadores do treino que disparou acidentalmente o tiro que atingiu mortalmente a guarda prisional Carla Amorim. Ao que o CM apurou, a Polícia Judiciária aponta para um cenário de erro grosseiro por parte do instrutor.

Por se encontrar em choque com o sucedido, não conseguia ontem sequer explicar de forma coerente a situação, pelo que os inspetores da PJ apenas o deverão ouvir nos próximos dias.

Os primeiros indícios e testemunhos recolhidos pelas autoridades vão no sentido de a vítima se encontrar num sítio que não deveria, mas que nada faria prever - ou justificava - o disparo naquele momento.

As declarações do formador e dos restantes formandos vão ser fulcrais para perceber que evolução terá esta investigação. 

PORMENORES 
Arma usada por guardas
A bala disparada possuía um calibre de 9 mm e era usada pelas pistolas dos guardas prisionais.

Inspetor é magistrado
O inspetor que vai ficar responsável pelo inquérito aberto internamente pela DGRSP é magistrado do Ministério Público.

Carreira de tiro
O local onde o tiro foi disparado fica num terreno exterior junto ao estabelecimento prisional.
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