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Correio da Manhã

Portugal
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Guardas ameaçam com greves

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) aprovou ontem a realização de quatro dias de greve em Dezembro, caso o Governo não acolha até 30 de Novembro as principais reivindicações da classe.
15 de Outubro de 2006 às 00:00
Greve em três períodos
Greve em três períodos FOTO: d.r.
Numa assembleia geral, realizada ontem em Coimbra, os membros do sindicato aprovaram por maioria absoluta uma moção que impõe ao Executivo um prazo para aceitar 60% das reivindicações apresentadas, nomeadamente a equiparação da reforma às outras forças de segurança e o reconhecimento da guarda prisional como uma profissão de risco e desgaste rápido.
“Se até 30 de Novembro o Governo não ceder às nossas principais reivindicações, vamos entregar três pré-avisos de greve para três períodos diferentes em Dezembro, o primeiro dos quais a realizar nos dias 6, 7, 8 e 9”, disse o presidente do SNCGP, Jorge Alves. Caso não tenham qualquer resposta por parte do Ministério da Justiça (MJ), os guardas prisionais estarão ainda em greve nos dias 18, 19 e 20 de Dezembro, bem como a 30 e 31 do mesmo mês e a 1 de Janeiro de 2007.
REIVINDICAÇÕES
Além da equiparação da reforma e do pagamento de subsídio de risco acrescido e de turno, o sindicato reivindica a atribuição dos serviços sociais do MJ a todos os cônjuges, a redução da carga horária de trabalho e o descongelamento de vagas para a guarda prisional, que considera ter falta de efectivos.
Os guardas prisionais exigem ainda que o Governo não avance com a introdução de caixas de troca de seringas nas prisões. Para o SNCGP, a medida, prevista no Plano de Acção Contra a Droga e a Toxicodependência, põe em causa a segurança dos guardas, potencia os riscos de overdose e facilita o contágio de doenças infecto-contagiosas como o VIH/sida.
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