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Correio da Manhã

Portugal
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Guardas faltam como protesto

A falta de formação, a falta de meios de defesa e o excesso da carga horária estão na origem do descontentamento dos guardas prisionais que hoje prometem faltar às comemorações oficiais do Dia dos Serviços Prisionais, em Coimbra. Em protesto, vão reunir-se numa festa alternativa com as suas famílias, numa quinta.
27 de Junho de 2009 às 00:30
Guardas vão faltar hoje às cerimónias do Dia dos Serviços Prisionais, onde estará o ministro, em Coimbra
Guardas vão faltar hoje às cerimónias do Dia dos Serviços Prisionais, onde estará o ministro, em Coimbra FOTO: Manuel Moreira

É a primeira vez que os guardas se demarcam das comemorações oficiais. A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais "vê o sindicato como inimigo" e não como um "parceiro estratégico", lamentou ontem ao CM Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que também critica as posições do Ministério da Justiça (MJ).

"A proposta de estatuto da classe do MJ é quase de funcionário público e não tem em conta a especificidade do nosso serviço", defende Jorge Alves, explicando que os guardas trabalham 240 horas por mês e não têm arma atribuída. "Não temos formação adequada e cada vez nos tiram mais meios de defesa e protecção", diz.

As próximas formas de luta vão ser reveladas hoje, na Quinta do Frade, perto de Coimbra. De manhã, no estabelecimento prisional da cidade, realizam-se as comemorações oficiais com a presença do ministro da Justiça, Alberto Costa. Só estarão presentes os guardas convocados para a formatura.

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