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Correio da Manhã

Portugal
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Guardas querem cães nas prisões

Em 2012 foram apreendidas nas cadeias portuguesas mais de 16 mil doses de droga com a ajuda de cães treinados.
1 de Abril de 2013 às 01:00

Em 42 operações em 12 estabelecimentos prisionais, o Grupo Operacional Cinotécnico (GOC), unidade especial do corpo da Guarda Prisional, apreendeu cocaína, haxixe e heroína, num valor total de 163 mil euros.

"Os cães são um excelente meio auxiliar para detetar droga", refere Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, ao lamentar que este tipo de recurso não seja usado com maior frequência. "Normalmente os diretores não solicitam a utilização dos canídeos", constata.

O responsável lamenta, por outro lado, a falta de condições em que o grupo trabalha. Diz que há casos em que são os próprios guardas a pagarem do seu bolso o material necessário para a atividade, como trelas e coleiras para os cães. "Não têm viaturas adequadas para o transporte dos animais e não dispõem de meios necessários para o treino e o desenvolvimento da atividade de forma mais eficaz", critica Jorge Alves. As instalações "estão aquém das necessidades", o que leva o dirigente a concluir que os guardas "já fazem muito para os meios e o apoio que lhes dão".

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