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Correio da Manhã

Portugal
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Guerra à STCP pelos recibos dos bilhetes

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) afirmou estar a cumprir a lei no que diz respeito à passagem de recibos e à posse do livro de reclamações. A empresa defende que os utentes podem pedir facturas e fazer as reclamações nas lojas da empresa e que essa informação está exposta nas viaturas.
16 de Fevereiro de 2007 às 00:00
Desta vez a contestação ficou-se pelos líderes do movimento
Desta vez a contestação ficou-se pelos líderes do movimento FOTO: António Rilo
A reacção surge na sequência de os líderes do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) terem bloqueado, anteontem, um autocarro na Avenida dos Aliados, no Porto, contestando o facto de os motoristas não passarem facturas a três passageiros que as exigiram.
Norberto Alves, do MUT-AMP, afirma que a transportadora está a “fugir à legalidade” e que não pode haver excepções. “Se vou a uma mercearia e me passam uma factura, por que não o fazem nos autocarros?”, argumenta.
A STCP explica que é uma questão de racionalidade. “Num autocarro, que transporta 90 pessoas, se muitas se lembrarem de pedir facturas, isso penalizaria os utentes que teriam longos períodos de espera”, disse ao CM, a directora de marketing da STCP, Teresa Leite. A mesma responsável afirma que essa exigência iria prejudicar a já lenta marcha dos autocarros nos centros urbanos.
“Queremos aumentar e não diminuir a média de 10 km/h dos autocarros”, afirma Teresa Leite.
Em relação a estes argumentos, Norberto Alves não quis dizer se as exigências dos MUT-AMP aumentariam os tempos de espera, limitando--se a afirmar que a deslocação a uma loja para levantar os recibos representaria um “grande transtorno”. A STCP adianta estar a equacionar a colocação de máquinas para processar facturas no interior das viaturas, mas isso levará tempo, devido à necessidade de concurso público.
PORMENORES
MEIA HORA
Durante o protesto em que os utentes bloquearam o autocarro, foram chamados ao local agentes da PSP para identificar motorista e passageiros.
MINISTÉRIO PÚBLICO
Norberto Alves afirma que esta situação será levada ao Ministério Público e que hoje, às 21h00, na Junta de Freguesia do Bonfim, irá apresentar as soluções para esta situação.
BAIXAR O TARIFÁRIO
O Movimento de Utentes defende também a diminuição dos tarifários e da lotação máxima dos autocarros.
ILEGALIDADE
Os MUT-AMP querem, através desta acção, alertar o Governo para o que consideram uma ilegalidade, cometida por uma empresa pública.
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