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Correio da Manhã

Portugal
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Oficial da GNR constituído como novo arguido no caso do roubo de Tancos

Chefe da Secção de Informações e Investigação Criminal à data do furto foi constituído arguido.
24 de Abril de 2019 às 20:17
Exército
Tancos
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O processo relativo ao furto das armas e a sua descoberta na Chamusca tem mais um arguido. Trata-se do tenente coronel Luís Sequeira, Chefe da Secção de Informações e Investigação Criminal à data do furto, que é suspeito de crimes de associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação e de falsificação de documento.

A informação foi revelada esta quarta-feira pelo Ministério Público. "O Ministério Público submeteu, esta terça-feira, a interrogatório judicial um arguido por factos praticados enquanto Chefe da Secção de Informações e Investigação Criminal, no âmbito do inquérito em que se investigam as circunstâncias em que ocorreu o furto de material de guerra no Paiol de Tancos", lê-se no comunicado emitido pelo MP.

O tenente coronel Luís Sequeira foi ouvido em primeiro interrogatório na terça-feira e saiu em liberdade. Ficou suspenso de funções militares e proibido de se ausentar do país.

A investigação sobre Tancos tem até ao momento 21 arguidos e prossegue sob a direção do Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal com a coadjuvação da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.

O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

O furto do material militar, entre granadas, explosivos e munições, dos paióis de Tancos, foi noticiado em 29 de junho de 2017. Parte do material reapareceu quatro meses depois, na Chamusca, numa operação da PJM que está a ser investigada, e vários elementos da PJM e da GNR de Loulé foram constituídos arguidos.
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