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Correio da Manhã

Portugal
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Hastas públicas ficam desertas

A venda de património municipal foi a solução encontrada por várias câmaras algarvias para tentar obter receitas extraordinárias que permitissem fazer face às suas dificuldades financeiras. O problema é que a maior parte das hastas públicas realizadas até ao momento ficaram desertas.
29 de Abril de 2011 às 00:30
Câmara de Faro pretendia arrecadar mais de 1,7 milhões de euros com três imóveis, mas não houve propostas
Câmara de Faro pretendia arrecadar mais de 1,7 milhões de euros com três imóveis, mas não houve propostas FOTO: Mira

Em Vila Real de Santo António, a autarquia pretendia arrecadar mais de nove milhões de euros com a alienação de dois terrenos em Monte Gordo (um deles com mais de cinco mil metros quadrados). As praças tiveram lugar este mês, mas não houve interessados.

Apesar disso, a câmara vai agora pôr à venda seis lotes numa urbanização e um terreno destinado à construção de uma unidade hoteleira naquela povoação turística. No total, os imóveis poderão render 1,1 milhões de euros.

Faro é outra autarquia que está a sentir dificuldades em vender património. Pelo menos três imóveis, no valor total de mais de 1,7 milhões de euros, não tiveram compradores interessados. Até agora, a câmara só conseguiu vender um terreno destinado à construção de uma estação de serviço na cidade, por um milhão de euros, e dois outros imóveis de menor dimensão, que renderam mais 252 mil euros. Em Lagos, a câmara pôs à venda dois prédios no centro histórico e uma antiga casa de cantoneiro, na EN120, mas não houve propostas de compra. O presidente da autarquia, Júlio Barroso, revelou ao Correio da Manhã que apareceram entretanto interessados, pelo que deverá seguir-se uma negociação por ajuste directo.

A falta de interesse dos promotores imobiliários resulta da crise pela qual o sector passa na região.

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