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Correio da Manhã

Portugal
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Herdeiros foram às Finanças

Alguns dos sobrinhos de Augusta Martinho – a idosa que esteve oito anos e meio morta na cozinha da sua casa na Rinchoa (Sintra) – já foram às Finanças de Rio de Mouro, interessados em saber dados sobre a venda da casa, apurou o CM. Na quinta-feira, recorde-se, os familiares ainda não tinham reclamado o corpo da idosa no Instituto de Medicina Legal, em Lisboa. O funeral já se pode realizar há mais de 15 dias.
26 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Augusta Martinho esteve oito anos e meio caída na cozinha na sua casa da Rinchoa. Herdeiros ainda não lhe fizeram o funeral mas já se informaram sobre os bens da idosa
Augusta Martinho esteve oito anos e meio caída na cozinha na sua casa da Rinchoa. Herdeiros ainda não lhe fizeram o funeral mas já se informaram sobre os bens da idosa FOTO: d.r.

Como a idosa desapareceu em Agosto de 2002, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deixou de ser pago. As Finanças procederam então ao leilão da casa para o pagamento da dívida de 1450 euros ao IMI, tendo a habitação sido arrematada por uma cidadã ucraniana por 30 mil euros.

Descontados os 1450 euros de dívida, o irmão e quatro sobrinhos de um outro irmão já falecido têm agora a receber mais de 28 mil euros.

O desaparecimento da idosa levou ainda ao acumular de uma dívida de condomínio de mais de 4 mil euros que ainda não foi paga.

Sorte diferente teve Zulmira Correa, a idosa de Sesimbra que esteve 16 dias morta em casa sem que o filho deficiente divulgasse o óbito. Foi sepultada no sábado, no cemitério de Sesimbra.

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