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Correio da Manhã

Portugal
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Homem continua por encontrar

Do cimo da arriba, com cerca de 60 metros de altura, apenas se avista dois destroços do carro de Humberto Epaminondas, de 35 anos, desaparecido desde o dia 1, em Sagres. Mas há mais partes do automóvel espalhadas na base da falésia, referem as autoridades. Humberto é que ainda não foi encontrado, apesar das buscas realizadas nos dois últimos dias.
7 de Janeiro de 2011 às 00:30
Bombeiros de Vila do Bispo e Autoridade Marítima fizeram ontem buscas no local onde foram encontrados os destroços do veículo do desaparecido
Bombeiros de Vila do Bispo e Autoridade Marítima fizeram ontem buscas no local onde foram encontrados os destroços do veículo do desaparecido FOTO: Miguel Veterano Júnior

O carro foi descoberto por um homem que andaria a mariscar na terça-feira, na zona da praia do Telheiro, a norte do Cabo de São Vicente, em Sagres. Este pensou que alguém se desfizera de um carro velho, atirando-o do cimo da falésia. Encontrou também documentos espalhados pelas rochas, mas não ligou. Só que, no dia seguinte, ao ler no CM a notícia do desaparecimento de Humberto Epaminondas, percebeu que seria o carro do homem e deu o alerta.

A Autoridade Marítima avançou nesse dia com buscas no local, recorrendo à colaboração da equipa de grande ângulo dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo. Os ‘soldados da paz’ desceram a arriba por cordas e confirmaram que o carro, totalmente destruído, era do homem desaparecido (foi recuperada a matrícula e documentos).

Ontem, as buscas continuaram por terra, mas sem resultados. Uma equipa de mergulhadores forenses da Polícia Marítima, de Lisboa, esteve no local, mas não pôde actuar devido ao mau estado do mar.

Segundo o capitão do porto de Lagos, Cruz Martins, "não é possível, para já, afirmar se o dono do carro estaria no seu interior quando este caiu da arriba". O CM sabe, no entanto, que foram recolhidos para análise alguns destroços com aparentes vestígios de sangue, existindo a possibilidade – caso Humberto estivesse no carro – de o corpo ter sido levado pelo mar. As buscas serão retomadas hoje. 

TELEFONEMAS "ESTRANHOS"

Foi na terça-feira, dia 4, que a companheira de Humberto, Cátia Rafael, e a mãe, Silvana, pediram ajuda ao CM. Ele estava desaparecido desde 1 de Janeiro.

Segundo as duas, nesse dia, às 09h00, Humberto levou Cátia ao trabalho, em Sagres e, depois, já não apareceu no seu emprego, onde devia entrar às 10h00. Um amigo disse que tinha visto o carro do homem junto ao farol de Sagres, por volta das 13h00. Mas Humberto não foi visto. Silvana admitiu que o filho andava deprimido: "Ele sorria sempre mas não estava bem." Mais "estranho" foi um telefonema que o homem recebeu e o deixou agitado, explicou. Desde o desaparecimento, houve outros telefonemas, de um número em Inglaterra, para a família.

SAGRES BUSCAS ALGARVE
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