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Correio da Manhã

Portugal
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Homem preso por ataque com água a ferver à mulher

Tribunal da Relação aumentou pena efetiva a agressor para seis anos de cadeia.
Tiago Griff 31 de Março de 2019 às 10:45
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Manuel Carmo foi condenado pelo Tribunal de Faro por atirar uma panela de água a ferver para cima da companheira
Manuel Carmo começa a ser julgado esta quarta-feira
Tribunal de Faro
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Manuel Carmo foi condenado pelo Tribunal de Faro por atirar uma panela de água a ferver para cima da companheira
Manuel Carmo começa a ser julgado esta quarta-feira
Tribunal de Faro
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Manuel Carmo foi condenado pelo Tribunal de Faro por atirar uma panela de água a ferver para cima da companheira
Manuel Carmo começa a ser julgado esta quarta-feira
Tribunal de Faro
Dois anos depois de ter sido condenado a quatro anos de prisão efetiva pelo Tribunal de Faro, Manuel Carmo, de 46 anos, foi detido para cumprir a pena na passada quarta-feira.

O agressor, que atirou uma panela de água a ferver para cima da companheira, de 37 anos, em dezembro de 2015, em Olhão, tinha interposto um recurso, mas viu agora o Tribunal da Relação de Évora aplicar- -lhe mais dois anos de cadeia à pena inicial, perfazendo um total de seis anos.

"Estava com receio que não se fizesse justiça e que ele ficasse solto. Apesar de ele ter estado com pulseira eletrónica durante este tempo todo e estar impedido de se aproximar de mim, num raio de 200 metros, sempre tive medo que pudesse querer vingar-se", desabafou ao CM a agora ex-companheira de Manuel Carmo.

A mulher foi atacada depois de ter dito ao agressor que a relação entre os dois tinha acabado, na sequência de uma discussão devido a questões financeiras. Ele saiu da casa onde ambos residiam, no bairro do Galinho, e regressou quando ela já estava a dormir.

Aqueceu uma panela com água no fogão da cozinha e despejou o conteúdo em cima da zona genital da mulher, que tinha ao seu lado o filho de apenas um ano, de uma relação anterior. Foi transportada de urgência para o Hospital de São José, em Lisboa, com queimaduras de 2º e 3º graus no corpo e colocada em coma induzido.

Durante o julgamento, Manuel disse sempre que tudo não tinha passado de um acidente.
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