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Correio da Manhã

Portugal
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Homem que tentou matar mulher por asfixia diz que se defendeu

Deixou vítima cega e com perda auditiva parcial. Caso ocorreu em Vila Nova de Famalicão.
Liliana Rodrigues 20 de Setembro de 2019 às 08:55
Horácio Fernandes é supeito de ter esfaqueado a namorada
Crime ocorreu no interior de um bar em Pedome, Vila Nova de Famalicão, no início de julho do ano passado
Horácio Fernandes é supeito de ter esfaqueado a namorada
Crime ocorreu no interior de um bar em Pedome, Vila Nova de Famalicão, no início de julho do ano passado
Horácio Fernandes é supeito de ter esfaqueado a namorada
Crime ocorreu no interior de um bar em Pedome, Vila Nova de Famalicão, no início de julho do ano passado
Horácio Fernandes, de 43 anos, acusado de ter tentado matar por asfixia uma mulher em Pedome, Vila Nova Famalicão, por causa de uma paixão não correspondida, garantiu esta quinta-feira, no início do julgamento, que só se quis defender de um ataque de fúria.

"Ela parecia um demónio", sublinhou o arguido, que está em prisão domiciliária , insistindo que aquela ameaçou matá-lo, começando com uma tentativa de agressão com um copo. Alega ainda ter sido atacado com uma joelhada e que a vítima lhe puxou os cabelos, tendo ambos caído ao chão. Horácio referiu que só nessa altura deu "duas ou três pancadas" na vítima com o manípulo da máquina do café, mas que nem sequer viu onde acertou.

"Estava sempre a pedir-lhe para parar, mas ela parecia que estava possuída. Apenas lhe encostei uma mão ao pescoço para me defender. Tive de usar um bocado de força. Quando vi que ela ficou parada, quieta, fiquei em pânico", recordou.

A vítima, dona de um café, já tinha problemas graves de visão e, com a agressão, ficou mesmo cega, sofrendo ainda perda parcial da audição. Ficou incapacitada para o trabalho.

PORMENORES
Vítima nega relação
A agressão aconteceu em julho de 2018 e a vítima, de 38 anos, voltou esta quinta-feira a negar em tribunal ter mantido qualquer relação amorosa com o arguido, contrariando a versão de Horácio Fernandes. Insistiu que o homem a vigiava através das redes sociais.

GNR confirma luta
Um dos militares da GNR que foram chamados ao local do crime disse esta quinta-feira no tribunal que "o cenário encontrado dentro do café era de luta". A mulher foi encontrada inanimada no chão, tendo o arguido fugido com o telemóvel da vítima.
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