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Correio da Manhã

Portugal
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Homem suspeito de violar agredido a golpes de faca

Um rapaz de 15 anos terá sido violado por um homem de 48 anos – que foi depois agredido e esfaqueado por um familiar da vítima. O Ministério Público assumiu a investigação do caso, na aldeia de Souto, concelho dos Arcos de Valdevez. Entre os populares, a história levanta muitas dúvidas.
26 de Março de 2005 às 00:00
O caso foi conhecido, na semana passada, quando os Bombeiros Voluntários dos Arcos de Valdevez participaram à GNR local que estavam a transportar para o Centro de Saúde um homem ferido em diferentes partes do corpo por esfaqueamento.
Para averiguar o que terá ocorrido, uma patrulha da GNR foi enviada para a unidade de saúde, onde à chegada se deparou com o pai do agressor: este homem apresentou-se aos militares para denunciar que o esfaqueamento fora perpetrado pelo seu filho mais velho, por o irmão se queixar de ter sido sido violado pelo ferido, um reformado, que sofre de perturbações mentais, residente no Souto.
“O rapaz chegou a casa muito triste e transtornado, de tal forma que o irmão mais velho insistiu com ele para dizer o que tinha acontecido, até que o mais pequeno confessou que tinha sido violado”, segundo descreveu o pai dos jovens, Carlos Rodrigues, que tem cadastro e está condenado a pena suspensa por pequeno tráfico de droga.
A violação terá ocorrido a 16 de Março, numa zona próxima do bairro social de Souto. A vítima – que terá ainda de ser sujeita a exames médicos – queixou-se de que o alegado violador “já o andava a ameaçar há cerca de cinco meses”.
Em face do relato do rapaz, de 15 anos, o irmão mais velho, de 17, foi ao encontro do suspeito armado com uma faca.
O ferido foi transferido para o Centro Hospitalar do Alto Minho, onde continua internado. Não corre perigo de vida.
A Guarda Nacional Republicana e a Polícia Judiciária estão a investigar este caso.
AUTORIA DAS NAVALHADAS CAUSA DÚVIDAS NA ALDEIA
Na freguesia, levantam-se muitas dúvidas sobre quem terá sido o verdadeiro autor das facadas – e até mesmo se a violação terá realmente acontecido. O povo avança com a possibilidade de se ter tratado de um ajuste de contas e de a família ter feito cair as culpas num filho para ilibar o pai, homem com cadastro e condenado a uma pena suspensa.
Uma moradora da aldeia de Souto disse ao CM que a vítima das facadas “nunca fez mal a ninguém e sempre respeitou toda a gente”. Preferindo manter o anonimato, garante que a família dos rapazes se encontra numa situação social problemática: “O pai passa a vida entre casa e a cadeia e os filhos são terríveis”.
O presidente da Junta de Souto disse também ao CM que “todos dizem que alguém viu, mas ninguém diz que viu”. Apesar de confessar ter “muitas dúvidas sobre a violação, a não ser que houvesse alguma coisa para apanhar dinheiro ao suspeito”, prefere esperar que as autoridades resolvam, porque “isto é malta brava”.
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