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Correio da Manhã

Portugal
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Homens morrem mais em acidentes

As causas externas, como os acidentes de viação, surgem como a principal causa de mortalidade nos adultos do sexo masculino entre os 25 e os 44 anos, seguidas das doenças infecciosas e parasitárias, divulga um relatório da Direcção-Geral da Saúde.
28 de Dezembro de 2007 às 00:00
Intitulado ‘Saúde, Sexo e Género; Factos, Representação e Desafios’, o documento sublinha que a incidência das doenças e causas de morte diferem entre homens e mulheres. O relatório defende o desenvolvimento de estratégias para aumentar a eficácia dos cuidados prestados com base numa melhor observação de homens e mulheres.
Sublinha o relatório que os homens encontram-se mais expostos a determinados riscos, com vista a construir e demonstrar a sua “masculinidade”. Daí que exista uma maior visibilidade da mortalidade masculina por causas violentas, como acidentes de trabalho, acidentes de trânsito e suicídio.
Na faixa etária dos 25 aos 44 anos as causas violentas representam 20,9 por cento da mortalidade. Mas enquanto nas mulheres o valor é de 12,4 por cento, nos homens totaliza 24,3 por cento.
Outra diferença entre sexos é que as mulheres queixam-se com maior frequência e severidade de dores. Divulga o estudo que nos tratamentos “as mulheres serão mais inadequadamente tratadas”, e por isso ficam mais tempo doentes.
Os homens nascem mais e morrem mais cedo. A diferença de concepção de embriões masculinos é de 120 para 100 femininos. A vulnerabilidade dos fetos masculinos é, contudo, maior, pelo que no nascimento a diferença já só é de 105 para 100. As mulheres vivem mais, sendo que a esperança de vida à nascença é de 81 anos no sexo feminino e de 75 no masculino.
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