Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

Homicida apanha sentença máxima

José Encarnação, 53 anos, foi ontem condenado a 25 anos de prisão, pelo Tribunal de Faro, pelo homicídio de forma consumada do cunhado, Joaquim Pires, e de forma tentada de Luciano Gonçalves. Vinte e um anos foi a pena aplicada pela morte de Pires e nove anos e meio pela facada no vizinho. Em cúmulo jurídico foi-lhe aplicada a pena máxima.
17 de Março de 2009 às 00:30
José Encarnação desferiu uma facada no cunhado Joaquim Pires causando-lhe a morte
José Encarnação desferiu uma facada no cunhado Joaquim Pires causando-lhe a morte FOTO: Nuno Jesus

O homicida foi ainda condenado a pagar indemnizações à viúva e à filha menor da vítima. Setenta mil euros à viúva e cinquenta mil à menor.

"Crimes cometidos de forma cobarde, à traição, sem dar possibilidade de defesa às vítimas. Não foi mortal num dos casos por mero acaso", frisou no acórdão o juiz Henrique Pavão, que salientou "a falta de arrependimento do arguido, que negou os factos", disse.

O juiz enumerou o cadastro de José Encarnação. "Em 1987, foi condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio da filha de dois anos e meio, que estrangulou com um fio eléctrico" lembrou o juiz. José Encarnação cumpriu oito anos de cadeia por esse crime e saiu em liberdade condicional. Em 2006, agrediu o cunhado Joaquim Pires com um ferro. Foi condenado, pelo tribunal, a pagar uma multa de 500 euros. No final de 2007, José Encarnação fez uma espera ao vizinho Luciano Gonçalves e desferiu-lhe uma facada que lhe perfurou um pulmão. Enquanto aguardava julgamento acabaria por matar o cunhado à facada, com uma lâmina de 22 centímetros, completam-se hoje dez meses.

No final, junto à viatura celular, PSP e guardas prisionais tiveram dificuldade em suster a indignação de familiares e amigos da vítima, que queriam agredir o homicida.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)