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Correio da Manhã

Portugal
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Homicida confessa por escrito

Um agricultor de 60 anos começou ontem a ser julgado no Tribunal de Peniche, acusado de um crime de homicídio simples, após desavenças com outro lavrador devido a uma questão de terrenos.
10 de Novembro de 2007 às 00:00
Arguido à saída do tribunal
Arguido à saída do tribunal FOTO: Carlos Barroso
O crime aconteceu em Novembro de 2006, quando o presidente da Cooperativa Agrícola de Peniche, Mário Cavalheiro Ferreira, atingiu com um tiro de caçadeira Francisco José Pereira Vitorino, de 41 anos, casado, com dois filhos menores, dono de uma fazenda vizinha da sua, designada ‘Mãe d’Água’, em Coimbrã.
Mário Cavalheiro tentou depois suicidar-se noutra propriedade, com um tiro na cabeça, utilizando a mesma arma, mas sem sucesso. Por ter ficado mudo, respondeu por escrito às perguntas formuladas pelo Tribunal. Confirmou a acusação, mas declarou que “a confissão não é integral e sem reservas”, já que a vítima o ameaçou de morte.
Mário Cavalheiro assegurou que “não tinha intenção de matar”, pretendendo apenas “assustar”, para “ver se ele deixava de o ameaçar”. “Se o quisesse matar tinha metido mais do que um cartucho na arma. Fiquei arrependido e por vergonha pensei em matar-me”, disse o arguido, que conhecia a vítima há 20 anos. Os problemas começaram quando o falecido desviou umas regueiras para as terras do agressor.
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