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Correio da Manhã

Portugal
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Homicida em prisão preventiva

O suspeito permaneceu apenas duas horas no interior do Tribunal de Barcelos. No final do rápido interrogatório, a juíza aceitou o pedido apresentado pelas autoridades policiais para que Alberto Miranda não fosse encaminhado para a cadeia de Viana do Castelo, onde está detido o marido da vítima.
15 de Setembro de 2006 às 00:00
Conforme noticiou o CM, Alberto Miranda – que se encontrava em liberdade condicional, após condenação por violência doméstica – confessou ter assassinado Paula Alexandra na segunda-feira, depois de ter sido expulso da casa onde vivia com os sogros e de ter efectuado várias ameaças de morte à sua mulher, Fátima Miranda, de quem tem três filhas.
A vítima da agressividade de Alberto Miranda acabou por ser Paula Alexandra. Em Tribunal, alegou que a discussão com a amante começou porque “ela queria à força ver as minhas filhas”. Após várias agressões físicas, o suspeito terá consumado a morte da vítima com recurso a uma pedra, desferindo vários golpes na cabeça.
O homicida confesso deixou o cadáver abandonado no Monte das Lajes, a cerca de 100 metros da casa onde reside a sua mulher, no Lugar da Boavista em Courel. Alberto Miranda ainda pernoitou numa barraca perto do local, tendo-se entregue e denunciado o crime na noite de terça-feira, na cadeia de Viana do Castelo, onde havia cumprido pena de dois anos de prisão.
Apesar de todos lamentarem o acontecimento, os populares de Oliveira – onde residia a vítima, cujo funeral se realiza hoje, às 18h00 – mostravam-se ontem resignados com a trágica morte de Paula Alexandra. “É triste, mas estava visto que este era o fim dela”, comentou um dos clientes do Café Citânia, no lugar de Vilela, aludindo à vida atribulada da mulher.
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