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Correio da Manhã

Portugal
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Homicida faz perícia médica

As dúvidas sobre a sanidade mental de João Pinto, o homem de 53 anos que matou a mulher com um martelo, em Março deste ano, por pensar que ela lhe era infiel, mantém-se e o Tribunal de Vila Nova de Gaia pediu ontem uma nova avaliação psiquiátrica. Por isso, o julgamento é de novo suspenso. Desta vez pode parar até um máximo de 45 dias.
17 de Outubro de 2012 às 01:00
O arguido João Pinto, ontem, à saída do Tribunal de Vila Nova de Gaia
O arguido João Pinto, ontem, à saída do Tribunal de Vila Nova de Gaia FOTO: rafaela cadilhe

Em Setembro, a audiência já tinha sido adiada depois do pedido da defesa para ouvir a médica de família e o psiquiatra que avaliaram o arguido. A sua advogada, Liliana Reis, alegou que João Pinto sofreu "surtos psicóticos por parar a medicação".

Ontem, a médica de família de João Pinto confirmou o seu quadro depressivo, mas a dúvida aumentou depois do depoimento do psiquiatra da cadeia de Custóias, que tem acompanhado o arguido. "No início só me apercebi de uma depressão grave. Foi medicado com antidepressivos, mas em Agosto vi que tinha sintomas de uma patologia psicótica e passei a dar também antipsicóticos. Continua com uma sintomatologia muito grave", disse Manuel Freitas.

O tribunal solicitou, assim, uma perícia médico-legal no IML, num prazo de 45 dias, que pode determinar a imputabilidade do arguido. 

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