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Correio da Manhã

Portugal
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Homicidas fogem para Espanha

O grupo de ciganos que matou Artur Vicente, de 37 anos, à facada e à paulada, na madrugada de anteontem, já está em Espanha, onde se terá refugiado em casa de familiares. Pelo menos é essa a convicção da GNR e da Polícia Judiciária, que partilham a investigação do homicídio ocorrido na Baixa da Banheira, Moita.
25 de Julho de 2005 às 00:00
Rosa está revoltadacom a morte do marido, Artur
Rosa está revoltadacom a morte do marido, Artur FOTO: Pedro Catarino
Os suspeitos, com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos, conheciam de vista, há anos, a família do serralheiro civil. “Trata-se de um casal, e de dois outros homens, familiares próximos do elemento masculino desse casal”, disse ao CM fonte policial.
Vendedores ambulantes de profissão, os quatro autores do crime estão já referenciados por anteriores delitos. “Desde injúrias, a ofensas corporais, até a agressões com arma branca, são vários os registos. Um dos homens do grupo já cumpriu mesmo uma pena de prisão por tentativa de homicídio com arma branca”, acrescentou o mesmo informador.
Na madrugada de sábado, logo após terem consumado o homicídio de Artur Vicente, os suspeitos terão, segundo o responsável policial, partido de imediato para Espanha. “Para já trabalhamos à volta de uma certeza. Eles têm família em Espanha, e costumam ir lá muitas vezes”, frisou.
Recorde-se que o serralheiro civil foi morto, pouco depois da uma da manhã de sábado, quando regressava a casa com a família.
Depois de ter visto um indivíduo, de etnia cigana, quase atropelar a família, Artur Vicente reagiu, envolvendo-se em confrontos físicos com o homem.
O agressor fugiu, voltando momentos depois com mais dois homens e uma mulher que, rapidamente, rodearam Artur Vicente. Sucederam-se uma série de agressões à facada e à paulada que deixaram a vítima inanimada. Artur ainda foi transportado para o Hospital Garcia de Orta com vida, mas acabou por falecer.
A PJ de Setúbal, que tem competências exclusivas de investigação dos crimes de homicídio em todo o distrito, tomou conta da ocorrência.
No entanto, o Destacamento da GNR do Montijo também está a participar nas investigações. Militares do Núcleo de Investigação Criminal já estão no terreno, procurando indícios sobre o paradeiro dos suspeitos do homicídio de Artur Vicente.
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