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Correio da Manhã

Portugal
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Homicídio por droga

Não houve desacatos dentro do bar de alterne em Monte Francisco, Castro Marim, e o crime aconteceu devido a um negócio de droga na rua. Esta é a versão do proprietário do Kopas Bar, Felisberto Pereira, para o homicídio de um cidadão espanhol, pelas 05h00 de sábado, abatido com dois disparos de caçadeira por um português com 28 anos de idade, detido horas mais tarde e colocado em prisão preventiva.
16 de Março de 2010 às 00:30
Homicida trabalhava como segurança e está em prisão preventiva
Homicida trabalhava como segurança e está em prisão preventiva FOTO: Nuno Jesus

José Vasquez, 32 anos e residente em Ayamonte, era cliente habitual do bar, que abriu há oito meses. Chegou pelas quatro da manhã, acompanhado pelo cunhado. "Deixei-os entrar porque ele era cliente habitual e servi-lhes uísque", disse ao CM Felisberto Pereira. De acordo com o empresário, não havia mais clientes no bar e estava ele, um funcionário e "duas raparigas". Garante que não houve desacatos. "Não houve nada no bar. Houve depois um negócio de droga no parque de estacionamento." E acrescenta: "O cunhado [da vítima] disse depois que o atirador queria comprar droga e que ia buscar dinheiro, mas voltou com uma caçadeira." José Vasquez foi abatido junto ao seu carro com dois disparos à queima-roupa no peito.

O homicida é segurança na noite "em Cacela e numa casa em Beliche", diz o dono do Kopas Bar, garantindo que não trabalhava com ele. "O rapaz andou por aqui durante a noite a pedir dinheiro. Não chegou a entrar. Eu dei-lhe 20 euros e ele voltou mais tarde para pedir mais. Depois abordou os espanhóis na rua", afirma Felisberto, explicando que deu dinheiro ao homicida porque o conheceu quando era miúdo. O atirador é de Monte Gordo.

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