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Correio da Manhã

Portugal

Homicídio à facada em guerra de tráfico

Vítima mortal foi deixada junto ao quartel dos bombeiros por cúmplices, que fugiram.
João Tavares 18 de Setembro de 2014 às 11:16
Militares da GNR e inspetores da PJ estiveram várias horas na quinta a recolher vestígios
Militares da GNR e inspetores da PJ estiveram várias horas na quinta a recolher vestígios FOTO: João Carlos Santos

Ao mesmo tempo que chegava ao 112 o alerta de tiros disparados numa quinta, uma carrinha Mercedes parava em frente ao quartel dos Bombeiros de Salvaterra de Magos. A porta abriu-se e os ocupantes deixaram no chão um homem esfaqueado. Morreu pouco depois no hospital de Santarém. Na quinta, em Foros de Salvaterra, um outro homem lutava pela vida. Tinha sido baleado três vezes – duas no peito e uma na perna – e esfaqueado. Encontra-se em estado grave no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O crime deve-se a negócios relacionados com tráfico de droga. Aliás, da quinta, onde a PJ e a GNR estiveram ontem durante várias horas, foram retiradas várias plantas de canábis que estavam numa estufa. O proprietário da residência acabou detido pela GNR por tráfico.

O crime ocorreu pelas 13h00, no interior da quinta na rua da Realeza. Joel Monteiro, de 36 anos, encontrava-se na quinta com o proprietário quando outro homem chegou acompanhado. Teve início uma discussão, que acabou com o visitante esfaqueado e Joel baleado.

Com os tiros, outros homens entraram na propriedade e retiraram um dos intervenientes, com vários golpes de arma branca. Junto ao quartel de Salvaterra de Magos, deixaram-no caído e pediram ajuda aos bombeiros. Depois fugiram na Mercedes Vito onde o transportaram. A vítima morreu.

A partir da quinta foi dado o alerta para as autoridades. Joel foi baleado e apresentava ainda vários cortes na zona das mãos, dando a entender que tentou defender-se. No local, as autoridades encontraram as armas usadas pelos dois intervenientes: uma pistola e uma faca. A GNR retirou da casa várias plantas de canábis e vários materiais que equipavam a estufa de cultivo. O dono acabou preso por tráfico.

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