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Correio da Manhã

Portugal
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Hospitais sem controlo de assiduidade

O Ministério da Saúde obrigou todas as unidades a adoptarem sistemas automáticos, de preferência electrónicos, para controlar a assiduidade dos funcionários. A medida foi contestada pelas Ordens dos Médicos e Enfermeiros e Sindicato dos Enfermeiros.
29 de Dezembro de 2006 às 00:00
A recomendação do ministro Correia de Campos surge numa circular enviada pela secretaria-geral do ministério depois de a Inspecção-Geral de Saúde ter concluído que a esmagadora maioria dos estabelecimentos não cumpre uma lei com oito anos, limitando-se a fiscalizar a assiduidade com livros de ponto.
Entretanto, a delegação norte da Ordem dos Médicos foi ontem impedida de usar as instalações do Hospital Pedro Hispano (Matosinhos) para debater com os clínicos a introdução do controlo de assiduidade, pelo que se reuniram na rua.
O bastonário Pedro Nunes já se manifestou contra a medida, considerando “lamentável, imprópria e populista” a decisão do Governo, sublinhando que “só vai causar perturbações”.
A Ordem dos Enfermeiros compreende a medida, mas considera fundamental aplicar novas medidas de gestão dos recursos humanos. O Sindicato dos Enfermeiros diz que é um “gasto inútil e desnecessário” e que a “assinatura da pessoa é o documento mais fiável”.
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