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Correio da Manhã

Portugal
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Idosa e filha deficiente em casa imunda

Há 16 anos que Amélia da Conceição, moradora do bairro Quinta do Jacinto, Alcântara (Lisboa), tenta ser realojada numa casa com "melhores condições" do que o fogo onde habita, juntamente com a filha deficiente, Maria, onde as condições de higiene são nulas devido à presença de "ratos e cobras".

27 de Outubro de 2008 às 00:30
Maria e Amélia (à direita)
Maria e Amélia (à direita) FOTO: Duarte Roriz

A idosa, de 76 anos, tem uma pensão de 215,56€ e recusa-se a habitar os fogos propostos pela Gebalis. A empresa gestora dos bairros municipais de Lisboa já propôs o realojamento na Quinta do Cabrinha, mas Amélia recusou, pois "é um local mal frequentado e inseguro" para a filha, que sofre de atraso mental profundo e ataques de epilepsia frequentes. Amélia quer ir para um "T2 novo nas Olaias", mas a entidade municipal recusou este pedido devido à inexistência de fogos "novos" na zona.

A Gebalis estabeleceu vários prazos para a mudança de casa para a Quinta do Cabrinha, que nunca são cumpridos pela pensionista. O último prazo termina esta semana.

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