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Correio da Manhã

Portugal
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IGAL é uma entidade "quase inútil"

O ex-vereador da Câmara Municipal do Porto e actual investigador da Universidade Lusófona do Porto, Paulo Morais, afirmou esta segunda-feira que a Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) “é uma entidade inexistente”, apelando assim à clarificação da legislação.
23 de Junho de 2008 às 17:45
IGAL é uma entidade 'quase inútil'
IGAL é uma entidade 'quase inútil' FOTO: d.r.

Paulo Morais causou polémica em 2005, durante o seu cargo de vice-presidente e vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, quando acusou várias autarquias do país de cederem a pressões de empreiteiros e partidos políticos para a viabilização de projectos urbanísticos.

Questionado sobre os resultados dessas denúncias que desencadearam averiguações policiais por parte da Inspecção-Geral da Administração do Território (actual IGAL), o investigador mostrou-se desiludido, referindo que é “uma entidade inexistente, quase inútil. Não tem carácter inspectivo, mas sim essencialmente consultivo. Não conheço nenhuma intervenção minimamente eficaz”.

O ex-vereador da autarquia do Porto, que considera que as formas de corrupção mais graves acontecem a nível da administração central e que o que se passa na administração local “tem outro género de gravidade, que é a sua pulverização”, participa amanhã numa conferência da Sedes sobre corrupção e poder local.

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