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Correio da Manhã

Portugal
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Igreja diz que há mais gente a pedir ajuda

Há cada vez mais pessoas da chamada classe média a pedir ajuda aos serviços sociais da Igreja, como misericórdias, caritas ou centros sociais", disse ao Correio da Manhã o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, no final da audição pública da Comissão Nacional de Justiça e Paz, sobre o tema "dar voz aos pobres para erradicar a pobreza", que ontem decorreu em Lisboa.
9 de Novembro de 2008 às 01:12

Diz o prelado que, "numa ronda feita por várias dioceses do País, se verificou que são cada vez mais as pessoas que procuram ajuda ao nível dos bens de primeira necessidade, como a alimentação". Assegurando que a luta contra a pobreza deve ser uma tarefa de todos, "do Governo, das autarquias, da Igreja e da sociedade civil", D. Carlos Azevedo defendeu a criação de um observatório social, "que estude e tenha uma atenção permanente a esta realidade e que pode surgir a partir da proximidade que a Igreja tem de todas as situações".

Sublinhando que o problema da pobreza não tem merecido a devida atenção, D. Carlos Azevedo diz que "é preciso ouvir os pobres, porque eles querem falar e não têm quem os oiça".

 

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