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Correio da Manhã

Portugal
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Imaginação muda PSP

Acabar com o sentimento de insegurança e melhorar a imagem da polícia. Este é o novo caminho traçado pelo superintendente-chefe Oliveira Pereira, empossado ontem como director nacional da PSP. Para atingir os objectivos o responsável conta com a competência do efectivo e uma gestão de recursos mais eficaz.
26 de Março de 2008 às 00:30
Imaginação muda PSP
Imaginação muda PSP FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa
"Com imaginação vamos alterar o que está mal [e tomar] as decisões acertadas" para restituir aos cidadãos o sentimento de segurança e alterar a imagem da PSP, afirmou Oliveira Pereira.
Em resposta à reivindicação de mais agentes feita pelas associações sindicais, o novo director nacional manifestou-se satisfeito com os reforços humanos e materiais previstos "a curto e médio prazos". O importante é "racionalizar" o que já existe, recorrendo à "inteligência e ao bom senso", salientou.
Presente na cerimónia de tomada de posse, realizada no Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, o primeiro-ministro prometeu continuar a apoiar a PSP.
"É vontade do Governo fazer tudo o que estiver ao seu alcance para construir uma polícia à altura do seu tempo, uma polícia que não ignora aquilo que são as novas ameaças e os novos desafios que se colocam à segurança", disse José Sócrates. O primeiro-ministro destacou ainda o desempenho do director cessante, o procurador da República Orlando Romano.
O CM sabe que o superintendente-chefe Oliveira Pereira já escolheu os adjuntos. A nova equipa dirigente da PSP será, ao que tudo indica, constituída apenas por oficiais superiores. A tomada de posse está prevista para o início de Abril.
Para o cargo de director nacionaladjuntodeoperaçõese segurança,atéaqui ocupado por Oliveira Pereira, deverá ser nomeado o superintendente-chefe Guedes da Silva, actual comandante da PSP de Lisboa. O superintendente-chefeFrancisco Santos, actual director nacional para a logística, continuará, ao que tudo indica, a ocupar o cargo.
Teresa Caupers, funcionária civil que ocupou a direcção nacional para os recursos humanos durante a gestão do procurador Orlando Romano, não continua no cargo. Um superintendente-chefe deverá tomar conta do lugar.
Após a entrada em funções dos novos directores nacionais compete ainda ao superintendente-chefe Oliveira Pereira proceder a acertos nas chefias dos comandos da PSP a nível nacional.
Certas, para já, estãomudançasem LisboaenoPorto. No primeiro caso a alteração fica a dever-se àsaídadeGuedes da Silva para a Direcção Nacional.
No Porto, com a passagem à reserva do superintendente-chefe Gomes Pereira, também são esperadas mudanças mas só para o Verão.
PERFIL
Francisco Oliveira Pereira tem 57 anos e é licenciado em Ciências Militares. É oriundo do Exército, da Cavalaria, e na PSP tem a patente de superintendente--chefe. Foi comandante metropolitano de Lisboa da PSP e exercia as funções de número dois na Direcção Nacional. Do extenso currículo destacam-se as missões de coordenação da segurança na Expo’98 e no Europeu de 2004 em futebol.
ESTRATÉGIA
"Os objectivos principais são a segurança e a imagem da polícia perante oscidadãos."
"Com imaginação vamos alterar o que está mal, para que o sentimento de insegurança seja ultrapassado."
"O caminho passa por racionalizar os meios humanos existentes."
Oliveira Pereiradirector nacional da PSP
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