Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Impossível julgar sem emoções

Como utilizam os tribunais as emoções nos seus juízos? Foi com esta pergunta que a professora catedrática de Direito Penal Fernanda Palma, presidente do Instituto de Direito Penal e Ciências Criminais, lançou ontem o debate na conferência ‘Emoções e Crime’. A resposta é também da sua autoria: "É impossível e indesejável um juiz decidir sem emoção."
24 de Fevereiro de 2012 às 01:00
Fernanda Palma e João Lobo Antunes falaram sobre ‘Emoção e Crime’
Fernanda Palma e João Lobo Antunes falaram sobre ‘Emoção e Crime’ FOTO: Filipa Couto

"Ninguém julga sem emoções. Não pode é basear uma decisão em intuição, tem de racionalizar essa emoção", disse a professora à margem do debate, marcadamente filosófico, que decorreu na Faculdade de Direito da Univ. de Lisboa.

Entre os presentes esteve o neurocirurgião João Lobo Antunes, que se apresentou como um "operário das Neurociências" e começou a sua intervenção com a projecção de ‘O Grito’, de Munch, o quadro mais replicado da história da pintura.

Explicou que zonas do cérebro são activadas quando reagimos a determinadas emoções, dando como exemplo a mentira que faz disparar a zona frontal superior, e a responsabilidade, que activa a zona frontal. Cérebro que memoriza e reage consoante a idade e o sexo, tal como diz Lobo Antunes: "As mulheres têm melhor memória negativa e os velhos reduzem a resposta a imagens negativas". n

ciências criminais especialistas tribunais
Ver comentários