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Correio da Manhã

Portugal
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Quatro crianças entre os 62 mortos do incêndio de Pedrógão

Recolhidos 39 corpos e identificadas cinco vítimas. Incêndio feriu 62 pessoas.
Natacha Nunes Costa, João Monteiro de Matos, José Carlos Marques e Pedro Zagacho Gonçalves 17 de Junho de 2017 às 17:20
Número de mortos continua a subir
Muitos corpos foram encontrados dentro de carros. Vítimas tentavam fugir quando foram cercadas pelo fogo em Pedrógão Grande
Muitos corpos foram encontrados dentro de carros. Vítimas tentavam fugir quando foram cercadas pelo fogo em Pedrógão Grande
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Muitos corpos foram encontrados dentro de carros. Vítimas tentavam fugir quando foram cercadas pelo fogo em Pedrógão Grande
Muitos corpos foram encontrados dentro de carros. Vítimas tentavam fugir quando foram cercadas pelo fogo

Pelo menos 62 pessoas morreram e cerca de 62 ficaram feridas num incêndio que deflagrou na tarde deste sábado em Pedrógão Grande, Leiria. 

Entre as vítimas estarão quatro menores. Rodrigo, de quatro anos, seguia com um tio num carro. Na aldeia de Mó Pequena, Bianca, de 4 anos, terá morrido quando fugia com a avó. Outras duas crianças, com idades abaixo de 8 anos seguiam noutra viatura apanhada pelo fogo.

A maior parte das vítimas foi apanhada pelas chamas quando seguia de carro e se viu encurralada pelo fogo, mas há várias aldeias com casas destruídas. Os mortos confirmados até ao momento serão todos civis. Muitas pessoas estão ainda dadas como desaparecidas, pelo que o balanço de vítimas poderá aumentar.

Durante a madrugada, foi noticiado o desaparecimento de dois bombeiros, mas terão sido localizados, com ferimentos. Entre os cinco feridos mais graves estão quatro bombeiros e uma criança.

Este domingo, o fogo ainda arde com muita intensidade. A PJ garante que o fogo teve origem num raio que atingiu uma árvore.

07h29 - As estradas do distrito de Leiria que estavam encerradas devido aos incêndios foram reabertas, mas mantêm-se cortes de vias nos distritos de Coimbra e Castelo Branco, informou a GNR. Em declarações à agência Lusa, pelas 04h20, fonte da GNR referiu que no distrito de Coimbra continuava cortada a circulação na A13 - Autoestrada do Pinhal Interior, entre o nó do IC8 e o nó de Penela (Coimbra) e na EN236 na zona da Lousã. A mesma fonte referiu que no distrito de Castelo Branco, permaneciam de madrugada os cortes na circulação no concelho da Sertã, nomeadamente na EN238 e na estrada municipal 237. Já no distrito de Leiria não existe registo de qualquer condicionamento rodoviário.

07h17 - Os concelhos de Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere, no distrito de Leiria, e o da Sertã, em Castelo Branco, estão hoje com risco máximo de incêndio, segundo a página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Estes municípios fazem parte da uma lista de concelhos que apresentam durante o dia de hoje em Portugal Continental um risco máximo de incêndio. Em Figueiró dos Vinhos continua a lavrar o incêndio que começou às 13h43 de sábado em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrando depois aos concelhos vizinhos (Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera) e que entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

05h30 -  Dez pessoas, três das quais acamadas, foram retiradas de casa pelos bombeiros na aldeia de Aguda, Figueiró dos Vinhos, devido ao incêndio que lavra naquela zona, disse o comandante das operações de socorro. Em declarações aos jornalistas no posto de comando operacional localizado na localidade de Avelar, concelho de Ansião, Elísio Oliveira explicou que a operação - que estava em curso cerca das 04h45 de segunda-feira - foi realizada para garantir a segurança das pessoas e que estas "estão perfeitamente acompanhadas e salvaguardadas". 

04h16 - O Ministério da Educação alargou a suspensão das aulas e dos exames, por tempo indeterminado, aos municípios da Sertã e de Pampilhosa da Serra devido aos incêndios que lavram na região. O Governo já tinha anunciado esta medida para os municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, na sequência do incêndio que provocou pelo menos 62 mortos e 62 feridos.

03h28 - Mais de 900 operacionais, apoiados por 289 veículos combatem o incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aquele que mobiliza mais meios de socorro, segundo dados da Proteção Civil. De acordo com a informação divulgada na página na Internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil, 2.398 operacionais combatem 21 incêndios em Portugal Continental, numa operação que envolve 750 veículos de apoio.

02h18
- O posto de comando operacional que estava instalado em Pedrógão Grande foi deslocado para o concelho de Ansião "para melhor cobertura da rede", disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil. Segundo constatou a agência Lusa no local, aquela estrutura chegou ao concelho de Ansião pela 01h50, e vai ficar instalado no mercado municipal da freguesia de Avelar, cerca de 20 quilómetros a oeste da localização anterior.

01h05 - A Estrada Nacional (EN) 2 encontra-se cortada à circulação na zona do cruzamento das Fontainhas, devido ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, informou fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).


01h00 - Posto de Comando da tragédia de Pedrógão Grande vai mudar-se para Ansião.

00h43 - A Itália enviou dois aviões de combate a incêndios para ajudar as autoridades portuguesas a combater o fogo que afeta o centro do país e que já provocou 62 mortos e 62 feridos, dois deles em estado grave. Os dois aviões anfíbios Bombardier 415 enviados pela Itália descolaram durante a tarde de sábado do aeroporto de Ciampino, em Roma, anunciaram os bombeiros locais na rede social Twitter.

00h25 - Constança Urbano de Sousa fez em conjunto com o Comandante Operacional da Proteção Civil o último balanço da tragédia de Pedrógão Grande. A ministra da Administração Interna não comenta a decisão do Ministério Público em querer investigar criminalmente este incêndio. Quando questionada sobre a sua possível demissão, Constança Urbano de Sousa disse que não era altura para falar sobre esse assunto. 

00h00 - No dia 27 de junho vários artistas vão juntar-se no Meo Arena para um concerto solidário em tributo às vítimas da tragédia de Pedrógão Grande. Já foram confirmados os nomes de Salvador Sobral, Ana Moura, Carminho, Gisela João e Matias Damásio. A lista dos músicos ainda não está completa, mas os bilhetes vão estar disponíveis para compra a partir desta segunda-feira.

Domingo, dia 18 de junho

23h55 - A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, da qual fazem parte os municípios de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, vai abrir uma conta solidária para acolher donativos destinados às vítimas dos incêndios.

23h15 - O presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, descreveu "um cenário dantesco, calamitoso" no concelho, um dos mais afetados pelos incêndios, e queixou-se de poucos meios e da falta de comunicações.

23h07 - Ministério Público abre inquérito crime ao incêndio em Pedrógão Grande, que deverá ser arquivado se se confirmar que foram causas naturais que originaram as chamas. 

23h05 - A ministra da administração interna, Constança Urbano de Sousa, apelou à paragem da doação de alimentos na sequência do incêndio que deflagrou sábado em Pedrógão Grande, "dado a vaga de solidariedade estar a criar problemas logísticos". "Estamos a assistir a uma enorme vaga de solidariedade e é de louvar. No entanto, eu queria fazer um apelo: O facto de as pessoas estarem a dar muitos mantimentos está neste momento a causar-nos algumas dificuldades de logística porque ficámos com excesso de alimentação", disse aos jornalistas Constança Urbano de Sousa. "As necessidades neste momento estão cobertas e seria necessário que se suspendesse esta vaga", disse a ministra, que reconheceu que esta situação em Pedrógão Grande "é muito difícil" e apelou "ao sentimento de solidariedade das pessoas", que "agradeceu profundamente". "Mas neste momento não são necessários mais bens alimentares para não termos aqui dificuldades de armazenamento", afirmou.

22h50 - Príncipe Aga Khan da Comunidade Ismaelita doa 500 mil euros para ajudar vítimas do incêndio de Pedrógão. 

21h58 - A vila de Cernache do Bonjardim, no centro do país, está esta noite expectante com as chamas que lavram no norte do concelho, propagadas a partir do incêndio que nasceu sábado em Pedrógão Grande. 

21h55 - O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, desloca-se na segunda-feira à sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, na sequência do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e que já causou 61 mortos.
Passos Coelho cancelou todas as iniciativas partidárias para esta semana devido a esta tragédia. Fonte do partido explicou à Lusa que a deslocação de segunda-feira, marcada para as 11h00, "é uma iniciativa institucional para se inteirar de todos os esforços que a Proteção Civil tem feito nos últimos dias".

21h06 -  O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou pesar pelas vítimas dos incêndios em Portugal, dizendo-se "chocado" com a tragédia e disponibilizou o apoio daquela entidade, "no que for possível". Numa declaração emitida a partir da sede da ONU sobre o sinistro, António Guterres disse estar "chocado e horrorizado" com o número de vidas perdidas em três concelhos do distrito de Leiria. Guterres disse que telefonou de manhã ao Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como ao primeiro-ministro, António Costa, para exprimir "profunda tristeza e condolências ao povo português", e fazendo votos da rápida recuperação dos feridos. "As minhas orações e pensamentos estão agora com as famílias das vítimas", acrescentou o secretário-geral da ONU. António Guterres disponibilizou o apoio daquela organização "para assistir Portugal no que for preciso", e elogiou "o trabalho incansável" do Governo, dos bombeiros, dos profissionais de emergência e das organizações da sociedade civil "que estão a fazer de tudo para conter o incêndio e ajudar as pessoas que precisam".

20h45 - O primeiro-ministro apelou a todos os cidadãos nas áreas afetadas por incêndios que cumpram as ordens das autoridades, nomeadamente de evacuação, e afirmou que a maioria das vítimas já identificadas no fogo de Pedrogão Grande morreu em casa. "Quero chamar a atenção que a maioria das pessoas que faleceu, e que já estão identificadas, não foram vítimas nos carros, foram vitimadas nas casas que não tiveram oportunidade de abandonar a tempo", afirmou António Costa, em declarações aos jornalistas, em Alvares, freguesia do concelho de Góis (Coimbra), também atingido por um incêndio violento e no final de uma visita aos municípios mais afetados. Por isso, apelou o primeiro-ministro, "quando as autoridades fazem apelos de evacuação é essencial que sejam cumpridos".
 

20h31 - Marcelo Rebelo de Sousa fez uma curta declaração ao país a partir do Palácio de Belém onde pediu para esquecermos para já as "interrogações e sentimentos que nos angustiam" e "prosseguir o combate em curso, manter e alargar a nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem a tragédia, demonstrando que nos instantes mais difíceis da nossa vida como nação somos como um só. Por Portugal". O Presidente da República, que na madrugada de domingo esteve em Pedrogão Grande, garantiu que, esta segunda-feira, vai voltar à zona atingida pelo trágico incêndio.

20h25 -  A ministra da Administração Interna informou que o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogão Grande já alastrou para o distrito de Castelo Branco, tendo entrado no concelho da Sertã.

19h55 - O Presidente da República promulgou o decreto do Governo que declara luto nacional por três dias, pelas vítimas do incêndio no distrito de Leiria. Bandeira nacional está a meia haste no Palácio de Belém. 

19h49 - O selecionador português, Fernando Santos, afirmou que a tragédia de Pedrógão Grande, que já fez mais de meia centena de mortos, "tocou muito" a comitiva lusa que está na Rússia, a participar na Taça das Confederações de futebol. "Em meu nome e em nome dos jogadores, quero dar uma palavra a todos aqueles que estão em Portugal a sofrer muito. É uma situação que nos tocou muito a todos", afirmou Fernando Santos, após o empate (2-2) frente ao México, em Kazan, na primeira jornada do Grupo A.

19h36 - O treinador português de futebol André Villas-Boas disse que vai doar 100.000 euros às famílias das vítimas da tragédia do Pedrógão Grande. A verba ficou definida depois de uma iniciativa do técnico na sua conta oficial no Instagram, na qual prometia doar 10 euros por cada like a uma publicação sua de uma foto do incêndio em Pedrógão Grande.

19h31 - A empresária e filha do chefe de Estado angolano Isabel dos Santos assumiu "tristeza" face ao incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, Portugal, e que já provocou 61 mortos, elogiando o "corajoso" trabalho dos bombeiros. Numa mensagem publicada hoje pela empresária na sua conta oficial na rede social Instragam, Isabel dos Santos escreve que o seu pensamento vai para "todos aqueles que perderam seus [entes] queridos" e transmitiu "solidariedade, neste momento de grande tristeza" para com as famílias e vítimas "deste drama".

19h20 - Marcelo vai fazer declaração ao País às 20h30.

19h16 - Cinco aldeias foram evacuadas e o IC8 está cortado nos dois sentidos.

19h15 - De acordo com a vice-presidente da Câmara de Castanheira de Pera parte dos mortos que estavam nos carros eram turistas que tinham ido à praia fluvial das Rocas.

19h08 - Constança Urbano de Sousa adiantou ainda que no terreno estão 800 efetivos, 260 meios terrestres, ajudados por 10 meios aéreos. Há 10 elementos feridos, quatro em estado grave. Há ainda zonas onde as autoridades não conseguiram chegar.

19h05 - A Ministra da Administação Interna, Constança Urbano de Sousa, acaba de fazer um ponto da situação. Mantém-se o número de vítimas. Há cinco pontos de atendimento na área (em Avelar, no campo de futebol, em Pedrógão Grande, na Santa Casa, em Figueiró dos Vinhos, no pavilhão gimnodesportivo, em Ansião, nos Bombeiros Voluntários, e em Castanheira de Pera na Santa Casa) e uma linha de emergência para disponibilizar alojamento às vítimas que perderam as casas (144). A ministra adiantou que Espanha vai enviar bombeiros para o reforço dos meios terrestres.

18h40 - Onze feridos estão hospitalizados em unidades de queimados de hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto em consequência do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, informaram fontes hospitalar e governamental. Nas unidades de queimados de hospitais de Lisboa estão internados dois feridos em Santa Maria e um no São José, além de outros sete no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Um bombeiro também deu entrada, na madrugada de domingo, no Hospital da Prelada, no Porto, "com queimaduras na face e nos membros superiores e inferiores", informou fonte oficial da unidade.

O ferido, oriundo de Castanheira de Pera, foi assistido no local e transportado para a unidade portuense devidamente estabilizado e apresentava, durante a tarde, "prognóstico reservado".

18h34 - O ministro da Saúde destacou a "capacidade e generosidade notáveis" dos profissionais de saúde e da sociedade civil, no apoio às vítimas dos incêndios da zona de Pedrógão Grande. Adalberto Campos Fernandes visitou vários hospitais do país que estão a dar apoio a feridos e vítimas dos incêndios, considerando que a prestação de cuidados "está a funcionar bem".

18h18 - O especialista florestal Paulo Fernandes defendeu que a análise à tragédia do incêndio de Pedrógão Grande deve ser colocada na proteção civil e não na política da floresta.

18h17 - O primeiro-ministro está a visitar áreas afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande, estando pelas 18h00 no município vizinho de Figueiró dos Vinhos, depois de já ter passado por Castanheira de Pera, concelhos do distrito de Leiria. Fonte oficial do Governo disse que estas deslocações de António Costa tem como principal objetivo preparar o plano de resposta do Estado face às consequências do incêndio.

Nestas deslocações, o líder do executivo tem estado acompanhado pelos ministros do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e da Agricultura, Capoulas Santos.


18h14 - A Ordem dos Médicos Dentistas ofereceu ajuda às autoridades para a identificação dos cadáveres da tragédia dos incêndios na zona de Pedrógão Grande. Segundo Orlando Monteiro da Silva, os médicos dentistas, sobretudo com formação na área da medicina legal, podem ajudar a identificar cadáveres através dos dentes, sendo um dos meios "eficaz e rápido" de identificação.

18h10 - O diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária (PJ) disse que a identificação definitiva das vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, só será possível posteriormente. "As equipas da PJ, do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da GNR prosseguem o trabalho de exame e identificação das vítimas mortais nos locais onde se encontram", afirmou Pedro do Carmo. Salientando que esta "é uma tarefa que está a ser realizada em condições extremamente difíceis", Pedro do Carmo declarou que, "não obstante o trabalho já desenvolvido, a identificação definitiva das vítimas mortais só será possível posteriormente"


18h05 - O combate ao incêndio de Pedrógão Grande foi esta tarde reforçado com mais operacionais, veículos e meios aéreos, segundo a Proteção Civil, que tem no teatro de operações 870 operacionais, 268 viaturas e dez meios aéreos. De acordo com a página da internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) às 18h00 estavam empenhados no combate às chamas 870 operacionais apoiados por 268 viaturas e dez meios aéreos, números que, ao longo da tarde, têm sido várias vezes ampliados.

17h53 - Mais de 40 enfermeiros ofereceram-se como voluntários para ajudar as vítimas do incêndio da zona de Pedrógão Grande, estando a Ordem e a administração de saúde do centro a preparar a forma de distribuir estes profissionais. A bastonária dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, tem estado desde madrugada em contacto com o ministro da Saúde. 

17h48 - O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, convocou uma reunião interna para avaliar possíveis medidas de apoio, no seguimento do incêndio de Pedrógão Grande.

17h27 - A Marinha tem a caminho de Pedrógão Grande 20 militares e uma cozinha de campanha para fornecer 2.400 refeições diárias a 800 pessoas entre esta noite e terça-feira, adiantou este ramo das Forças Armadas. O porta-voz da Marinha, comandante Pedro Coelho Dias, explicou que a caminho de Pedrógão Grande encontra-se uma coluna com duas dezenas de fuzileiros que vão servir o pequeno-almoço, almoço e jantar a 800 pessoas, entre a noite deste domingo e terça-feira, pelo menos.

17h24 - O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses pediu água, fruta e barras energéticas para as corporações de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e Alvares, concelho de Góis, distrito de Coimbra. Jaime Marta Soares declarou que "há um desgaste muito grande, um consumo muito grande de alimentação" por parte dos bombeiros e agradeceu a "generosidade dos portugueses que são sempre muito solidários com os bombeiros".

17h05Cannadairs franceses chegaram à Base Aérea de Monte Real. Preparam-se agora para enfrentar as chamas em Pedrógão Grande. 

16h55 - A associação ambientalista Quercus lamentou o "total laxismo" das autoridades em relação à política florestal e considerou que são precisas tragédias como o incêndio de Pedrógão Grande para que os políticos se lembrem disso. "O Governo promete uma reforma florestal e a revogação da chamada lei do eucalipto e continua na mesma, isso é triste", afirmou à João Branco, presidente da Quercus.

16h50 - O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Antunes, disse que 95% da floresta ardeu e que, ao nível de infraestruturas, o concelho está "a zero". "Não há uma previsão [da área ardida], mas para mim ardeu tudo. Temos mais de 95% da floresta ardida. O concelho ardeu", afirmou. O autarca adiantou ainda que o concelho de Pedrógão Grande ficou "a zero" ao nível das infraestruturas na sequência do incêndio que deflagrou sábado

16h42 - O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses defendeu a necessidade do "emparcelamento" da floresta portuguesa, e admitiu que o incêndio em Pedrógão Grande, apesar da origem natural apontada, teve "mão humana". "Nós para prepararmos uma floresta, com um mosaico florestal, com espécies autóctones, com linhas corta-fogo, temos de emparcelar", afirmou Jaime Marta Soares, em declarações à agência Lusa.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses acrescentou que "não pode haver planeamento e ordenamento sem emparcelamento", que "mexe com os interesses de muita gente".

16h40 - Entraram em espaço aéreo português os canadairs franceses que irão ajudar no combate às chamas em Pedrógão Grande. As aeronaves deverão aterrar dentro de minutos em Monte Real. 

16h39 - A Fundação Calouste Gulbenkian decidiu constituir um fundo especial de 500 mil euros, para apoio às organizações da sociedade civil da região de Pedrógão Grande, afetada pelos incêndios deste fim de semana.

16h35 - Dois feridos graves do incêndio de Pedrógão foram transportados para um hospital de Lisboa.

16h24 - A ministra da Administração Interna afirmou que foram evacuadas três aldeias devido ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, elogiando o trabalho dos bombeiros num "combate sem tréguas" ao fogo. De acordo com Constança Urbano de Sousa, o incêndio lavra com "quatro frentes ativas", duas das quais já estavam dominadas, mas reacenderam, devido às "condições meteorológicas muito adversas".

16h20 - As misericórdias portuguesas vão poder acolher os desalojados dos incêndios que lavram nos distritos de Leiria e Coimbra, disse o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos. "Fizemos já um levantamento de quantas pessoas podemos acolher, eu já tenho esse resultado no distrito de Coimbra e, numa primeira fase, podemos acolher de imediato cerca de 100 pessoas", disse Manuel Lemos. 

16h19 -  O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que serão instalados no terreno quatro centros operacionais da Segurança Social em Pedrógão Grande, Avelar, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com os autarcas de Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa e Pedrógão Grande, o primeiro-ministro explicou que estes centros terão "condições para dar resposta quer a alojamentos de emergência quer a apoios sociais de emergência que sejam necessários".

16h13Um avião P3-C Orion a Força Aérea Portuguesa vai ser mobilizado para o incêndio de Pedrógão Grande para ajudar na monitorização do fogo. A aeronave deverá descolar pelas 16h00 da Base Aérea Nº 11, em Beja, para o aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, onde vão embarcar dois elementos da Autoridade Nacional da Proteção Civil e depois rumar até ao teatro de operações para também ajudar "na identificação de pontos quentes suscetíveis de gerarem reacendimentos", indicou fonte da ANPC.

16h09 - As aulas e os exames nos municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera estão suspensos a partir de segunda-feira e por tempo indeterminado, informou este domingo o Ministério da Educação. "Foi já assegurado que os alunos das comunidades educativas afetadas terão oportunidade de realizar os exames e provas em datas alternativas, estando acautelado que não serão prejudicados", indica uma nota do Ministério enviada à agência Lusa.

15h00 - O primeiro-ministro, António Costa, corrigiu o último balanço oficial de vítimas no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogrão Grande, de 62 para 61, uma vez que um dos registos tinha sido duplicado. "Muito provavelmente o número de vítimas será superior, mas neste momento o número confirmado não são 62 mas 61 -- um dos registos tinha sido duplicado --, mas não vale a pena alegrarmo-nos com isso porque iremos, certamente, encontrar mais vitimas no terreno", afirmou o chefe do Executivo português.

14h20 -  O primeiro-ministro defende que a prioridade tem de ser o combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e a identificação das vítimas, admitindo que o número possa ainda subir. "Chegará o momento de apurar o que aconteceu", afirmou António Costa, à entrada de uma reunião na Câmara Municipal de Pedrógão Grande  Leiria), salientando que sábado foi "um dia de risco, com mais de 156 incêndios".

13h52 - O Conselho de Ministros aprovou um decreto que declara luto nacional durante três dias, entre hoje e terça-feira. Em comunicado, o Governo adianta que este decreto foi aprovado "fazendo uso da faculdade de deliberação eletrónica prevista nos termos do Regimento do Conselho de Ministros". O decreto, lê-se no comunicado, "produz efeitos a partir do dia 18 de junho de 2017 [este domingo] e entra imediatamente em vigor".

13h50 - Pelo menos 39 corpos já foram recolhidos após o incêndio que continua a lavrar em Pedrógão Grande e em localidades vizinhas. Cinco vítimas mortais já foram identificadas, conta fonte da Polícia Judiciária ao CM, adiantando que a identificação de todos os mortos através de amostras de ADN será difícil, uma vez que os corpos encontram-se carbonizados.

13h30 - O Presidente da República cancelou toda a agenda até à próxima terça-feira. Marcelo Rebelo de Sousa já esteve esta madrugada em Pedrógão Grande.

13h28 - Seis dos 45 feridos que foram internados em Coimbra estão em estado grave e cinco deles permancem nos cuidados intensivos, com ventilação. Uma criança que deu entrada nos serviços de pediatria com queimaduras que atingem um sexto do corpo. Pelo menos 12 doentes vão ser atendidos nos serviços de cirurgias plásticas, 10 estão em observação e 16 já tiveram alta médica.

13h30 - Novo balançao da tragédia. O secretário de Estado Jorge Gomes anuncia 62 mortes. Destas, 60 estão diretamente relacionadas com o fogo, duas outras pessoas morreram num acidente de viação provocado pelas condições das estradas na região. Entre as vítimas estarão quatro menores. Rodrigo, de quatro anos, seguia com um tio num carro. Na aldeia de Mó Pequena, Bianca, de 4 anos, terá morrido quando fugia com a avó. Outras duas crianças, com idades abaixo de 8 anos seguiam noutra viatura apanhada pelo fogo.

13h25 - EDP anuncia que é preciso reparar 30km de linha de baixa tensão na região afetada pelo incêndio. Empresas de telemóveis também estão a avaliar estragos na zona

12h31 - O CM apurou que pelo menos 11 pessoas morreram na aldeia de Nodeirinho, em Pedrógão Grande. A aldeia fica junto ao IC8, uma das vias mais afetadas pelo incêndio.

12h04 - Em novo briefing com a comunicação social, o secretário de Estado da Administração Interna atualizou o balanço de vítimas em 58 mortos. Governante diz que duas das quatro frentes do incêndio "estão a ceder ao combate dos meios".

12h00 - O Exército tem nos incêndios de Góis e Pedrógão oito máquinas de rastos. Estão no local militares de 12 pelotões.

11h30 - O primeiro-ministro António Costa volta esta manhã ao local do incêndio, para acompanhar a operação em curso. Chefe do governo vai reunir-se com autarcas dos municípios afetados.

10h05 - O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, atualiza o número de mortos para 57. Explica que 47 das vítimas foram encontradas dentro de carros na Estrada Nacional 236, que dá acesso ao IC8. Trinta destas vítimas estavam dentro de carros, outras 17 foram encontradas fora das viaturas, nas bermas das estradas. Outras 10 vítimas foram encontradas noutros locais.

10h00 -
O Comissário Europeu para a ajuda humanitária Christos Stylianids anuncia que a União Europeia está pronta para ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil Europeu

10h00 -
Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, diz à CMTV que os cinco bombeiros que estão hospitalizados pertencem à corporação de Castanheira de Pera. Dois deles estão feridos com muita gravidade e têm prognóstico reservado. Outros três estão em condição estável. O responsável confirma que, neste momento, não há notícia de qualquer bombeiro desaparecido

9h50 - Pelo menos três civis foram retirados do local pelo helicóptero do INEM e foram encaminhados para a Unidade de Queimados da Universidade de Coimbra e para outros hospitais da zona. Em Santa Maria, Lisboa, estarão pelo menos duas pessoas internadas.

9h40 -  O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) diz à Lusa que o incêndio q teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa. "A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivammente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues. "Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas", tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o diretor nacional da PJ. 

08h35 - O secretário de Estado da Administração Interna, José Gomes, faz um novo balanço. "Infelizmente, a cada balanço temos mais mortes a registar. Neste momento contabilizamos 43 mortos". O governante explica que a maioria das vítimas foi encontrada nas estradas da região, dentro e fora dos carros. Entre os feridos, 18 foram transportados para hospitais de Coimbra, Porto e Lisboa. Os meios aéreos vindos de Espanha estão a chegar ao local, os de França vêm a caminho.

Técnicos da segurança social e psicólogos estão a ser mobilizados para o terreno.

8h15 -
O cenário no Pedrógão Grande e concelhos vizinhos é de tragédia. Há relatos de várias aldeias com casas destruídas e as equipas que estão no local têm grande dificuldade em chagar aos locais afetados. As primeiras vítimas conhecidas perderam a vida em Figueiró dos Vinhos, numa estrada de acesso ao cemitério local. As 18 pessoas estavam em quatro carros e teriam ligações familiares e de amizade entre si. 

No IC8, pelo menos quatro pessoas morreram quando ficaram emboscadas pelo fogo quando circulavam nesta via.

Entre os feridos mais graves contam-se quatro bombeiros e uma criança. Pelo menos 18 dos feridos mais graves foram transportados para hospitais nacionais com unidades de queimados.

Estão no local equipas da PJ e do Instituto de Medicina Legal. Trabalho de identificação das vítimas dificultado pelo estado de carbonização dos corpos.

7h42 - O secretário de Estado Jorge Gomes atualizou o balanço do número de vítimas. Estão agora confirmadas 39 mortes. Outras 59 estão feridas. Entre os feridos mais graves, contam-se quatro bombeiros e um civil. Há várias zonas afetadas pelo incêndio que ainda não foram vistoriadas, pelo que é possível que o balanço de vítimas possa aumentar. O fogo continua muito longe de estar controlado, com várias povoações em risco. Entre os feridos há várias crianças.

Foi pedida ajuda internacional e estarão a ser moblizados para o teatro de operações meios de Espanha e de França.

7h05 - Segundo a página da Proteção Civil, estão mobilizados para o combate às chamas no Pedrógão grande 682 operacionais, apoiados por 219 viaturas. O fogo permanece fora de controlo. Muito próximo dali, um fogo em Góis mobiliza 387 operacionais e 118 veículos.

7h00 -
 O presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes (PS), um dos concelhos do distrito de Leiria afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, descreve o cenário que se vive: "Isto está uma situação catastrófica. Está caótica", disse, por telefone, à agência Lusa.

Afirmando ter "infelizmente" registo de vítimas mortais e de feridos no seu concelho, Fernando Lopes não soube, contudo, precisar as vítimas ou as casas ardidas.

"Não tem havido comunicações e isso dificultou muito. Temos muitas casas ardidas em várias localidades, mas não sei quantas ao certo", disse.

O autarca frisou ainda que o fogo "não dá sinais de querer abrandar" e que têm "poucos meios" a combatê-lo. "Todos temos ajudado e todos somos poucos", lamentou o presidente da câmara.

O fogo deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão (distrito de Leiria), e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.


Primeiro-ministro anuncia 25 mortos
O incêndio que lavra há várias horas em Pedrogão Grande já fez 25 mortos informou na madrugada deste domingo o Primeiro-ministro, António Costa. Há ainda 21 feridos, entre elas uma criança, e dois bombeiros da corporação de Castanheira desaparecidos.

Já Valdemar Alves, Presidente da Câmara de Pedrogão Grande, admite a existência de mais vítimas mortais.

16 das 24 vítimas morreram carbonizadas dentro de viaturas. Outras vítimas estavam junto a um cemitério e perderam a vida por inalação de fumo. O Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, disse à CMTV que foi ativado o Plano de Emergência Distrital.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, confirmou também à CMTV que quatro elementos dos bombeiros estão em estado grave.


Ao que o CM conseguiu apurar, estas três vítimas estariam a viajar de carro com mais quatro pessoas de Mosteiro até Pedrógão Grande quando foram apanhadas de surpresa pelo fogo. 

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa já está no local onde já estão também o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares. O primeiro-ministro António Costa está nas instalações da Proteção Civil de Carnaxide onde está a orientar o Plano de Emergência Nacional. 

No local está montado um hospital de campanha nas próximas horas e estão a chegar reforços para combater o fogo.

O incêndio já passou para o concelho de Figueiró dos Vinhos, também no distrito de Leiria. De acordo com a Lusa, vários carros de bombeiros foram destruídos pelo fogo.

O fogo florestal está a ameaçar várias casas em Pedrogão Grande. Devido às chamas, a GNR fechou algumas estradas da zona, entre elas, o Itinerário Complementar 8 (IC8), nas saídas da zona industrial de Pedrógão Grande e  do Outão.

A população de Pedrógão Grande está assustada com o incêndio já que a eletricidade foi cortada por razões de segurança.

O fogo deflagrou pelas 14h00 e está ainda a ser combatido por 516 bombeiros, vindo de vários pontos do país. Pelo menos 60 são da zona de Lisboa. 

O Primeiro-ministro vai decretar este domingo luto nacional.

(Em atualização)


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