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Correio da Manhã

Portugal
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Incêndio obriga a transferir grávidas

Um incêndio deflagrou ontem pela manhã na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. O forte cheiro a queimado e o fumo obrigou à transferência de urgência para outros hospitais de sete mulheres, que estavam em trabalho de parto.
15 de Abril de 2006 às 00:00
O incêndio, com causas por apurar, teve origem num gerador no primeiro piso
O incêndio, com causas por apurar, teve origem num gerador no primeiro piso FOTO: Jorge Godinho
Foi às 09h45 que os serviços detectaram a ocorrência do incêndio numa unidade de fornecimento de corrente eléctrica instalada no tecto falso do primeiro piso.
Duas das grávidas evacuadas estavam nos cuidados intensivos, informou Jorge Branco, o director da maior maternidade do País. Entretanto, quatro das mulheres transferidasjá tiveram os filhos e encontram-se bem, tal como os bebés.
CAUSAS POR APURAR
Na origem do fogo terá estado um curto-circuito numa das UPS (unidades de fornecimento de corrente eléctrica). “Mas, a causa do acidente ainda não foi determinada pelas autoridades, bem como o custo dos prejuízos”, adiantou o director. “Estes aparelhos são uma espécie de cargas de energia que permitem, quando há uma quebra no fornecimento de electricidade, manter a corrente antes da entrada em funcionamento do gerador.”
“A rápida intervenção dos bombeiros levou a que ninguém estivesse em perigo”, sublinhou Jorge Branco, adiantando que cerca de hora e meia depois de detectado o incêndio os bombeiros abandonaram o local.
NASCIMENTO À MÉDIA LUZ
O director da Maternidade Alfredo da Costa, Jorge Branco, referiu que o sinistro começou por cima do bloco operatório no momento em que decorria uma cesariana. “A mãe teve o bebé e, pouco depois, na sala, os médicos aperceberam-se do sucedido porque faltou a luz”, explicou Jorge Branco. “A parturiente só deu conta da situação já no final, fora da sala, devido ao cheiro a fumo”, acrescentou.
A intervenção nunca esteve em risco, garantiu a coordenadora do serviço de urgência, Clara Soares, que informou que para a sala foram transportados candeeiros portáteis. “O bebé nasceu bem, uma rapariga com 3,010 quilos”, sendo que “os familiares foram informados do percalço”.
PARTOS RETOMADOS À TARDE
Eram 13h30 quando ontem na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, uma grávida entrava em trabalho de parto. Passavam duas horas e meia após os bombeiros terem abandonado a maternidade, depois de considerado extinto o incêndio que deflagrou numa unidade de fornecimento de energia.
A situação voltava novamente à normalidade. Durante a manhã o pequeno incêndio provocou alguns sustos e muita tensão entre profissionais de saúde, grávidas e seus familiares.
Na memória de alguns estava o violento incêndio que deflagrou nas águas-furtadas da maternidade, em 2000.
O director da maternidade, Jorge Branco, sublinhou que as causas deste incêndio nada têm a ver com o verificado ontem. Na altura, o fogo terá tido origem numa beata abandonada num recipiente, no piso onde então funcionava a fisioterapia, a psicologia clínica e o apoio social.
“O espaço esteve encerrado até 2003, ano em que foi recuperado”, acrescentou Jorge Branco.
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