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Correio da Manhã

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Seis bombeiros e um civil feridos em incêndio de Oleiros. Chamas sem tréguas combatidas por mais de 900 homens

Frentes de Oleiros e Proença-a-Nova dominadas. Zona da Sertã concentra agora os maiores esforços.
Correio da Manhã e Lusa 26 de Julho de 2020 às 11:26
Incêndio em Oleiros não dá tréguas
Incêndio em Oleiros não dá tréguas
Incêndio em Oleiros
Incêndio em Oleiros
Incêndio em Oleiros aproxima-se de habitações. Veja as imagens das chamas
Incêndio em Oleiros não dá tréguas
Incêndio em Oleiros não dá tréguas
Incêndio em Oleiros
Incêndio em Oleiros
Incêndio em Oleiros aproxima-se de habitações. Veja as imagens das chamas
Incêndio em Oleiros não dá tréguas
Incêndio em Oleiros não dá tréguas
Incêndio em Oleiros
Incêndio em Oleiros
Incêndio em Oleiros aproxima-se de habitações. Veja as imagens das chamas

O incêndio que lavra desde este sábado em Oleiros tem já duas frentes dominadas, informou este domingo o Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Centro Sul (CADIS), Luís Belo Costa.

Numa atualização realizada ao final deste domingo, Luís Belo Costa anunciou que são já sete os feridos resultantes do fogo, seis bombeiros e um civil.  Dois dos feridos estão em estado grave. Há ainda uma vítima mortal a lamentar.

Segundo apurou o CM junto da Proteção Civil, são já três as aldeias ameaçadas pelas chamas, nomeadamente Vale de Cuba, Vale de Lousa e Pedintal, localidades fronteiriças dos concelhos de Proença-a-Nova e Oleiros. Pelas 23h00 deste domingo as chamas aproximavam-se da aldeia de Ribeira de Isna.

Belo Costa realçou que a estratégia delineada durante a manhã para este incêndio assentava no respeito pela meteorologia ao longo do dia.

"O vento que iria dar uma oportunidade de intervenção de cerca de quatro horas, para o esforço de combate, acabou por não dar os resultados, uma vez que quatro horas é muito pouco num terreno especialmente difícil", disse.

No entanto, as frentes de Oleiros e Proença-a-Nova estão já dominadas.

"Temos três aldeias, Vale da Lousa, Pedintal e Vale da Cuba [Oleiros] que têm estado em observação muito apertada da GNR e do Serviço Municipal de proteção Civil. O risco é efetivo mas, com a concentração de meios projetado para a defesa destas aldeias, o risco é menor", afirmou o Comandante durante a conferência de imprensa.

No local estão atualmente 971 operacionais, apoiados por 303 meios terrestres. Durante a tarde chegaram a ser 14 os meios aéreos na ajuda ao combate às chamas.

É esperado um reforço de meios no local para a ajuda no combate às chamas. "Ainda estamos à espera da chegada de três grupos de reforço, o que representará mais cerca de 100 operacionais", afirmou Luís Belo Costa.

Relativamente aos danos registados em casas, o Comande Belo Costa anunciou que é ainda precoce falar sobre danos estruturais, numa zona que é "fortemente habitada".

"Ainda é cedo. O objetivo é dominar o incêndio em primeiro lugar", frisou.

A GNR e a Proteção Civil apoiaram na evacuação de algumas aldeias "por uma questão de segurança".

Frente da Sertã concentra preocupações 
A localidade de Ermida, na Sertã, é agora uma das zonas que maior preocupação gera junto dos operacionais que combatem as chamas no teatro de operações.





Diogo Dias, o jovem bombeiro que morreu num acidente durante combate às chamas em Oleiros

Um bombeiro de 21 anos da corporação de Proença-a-Nova morreu e outros quatro ficaram feridos, dois deles com gravidade, num incêndio de grandes dimensões no concelho de Oleiros, distrito de Castelo Branco.

Segundo apurou o CM, Diogo Dias estava desaparecido e foi encontrado carbonizado dentro da viatura capotada que seguia para o combate às chamas. Quatro bombeiros foram projetados para fora do veículo e o quinto elemento ficou encarcerado, sendo arrastado com a viatura para uma ravina. 

Este é o terceiro bombeiro a perder a vida durante o combate aos incêndios só no verão de 2020.

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