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Correio da Manhã

Portugal
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Incêndio revela perigo

O incêndio que anteontem à noite destruiu dois dos dez pavilhões da fábrica Spormex, no Parque Industrial de Celeirós, em Braga, pôs a nu algumas carências em termos de segurança e socorro. A convicção é do presidente da Associação de Empresas do Parque Industrial de Celeirós (AEPIC), Francisco Marques, que não tem qualquer pejo em afirmar que “apesar de tudo a sorte foi ter acontecido à noite, porque caso fosse durante o dia as consequências poderiam ter sido muito mais graves”.
9 de Fevereiro de 2008 às 00:30
O empresário reclama há vários anos a elaboração de um plano de emergência para aquele espaço – documento que ainda não foi tornado público, embora a Câmara de Braga lhe tenha garantido que está em fase de elaboração. Ainda assim, Francisco Marques põe o dedo na ferida: “Não vale a pena perder mais tempo. É preciso reestruturar o parque que ao longo destes 30 anos foi vítima da construção desordenada sem qualquer planeamento. Há que reconhecer isto.”
Na opinião do presidente da AEPIC, há um longo trabalho a realizar para que o parque possa ficar dotado de acessos e condições de movimentação. “Já ontem os bombeiros notaram e de que maneira as dificuldades e as lacunas que ali existem. É que com o aglomerado de pessoas ligadas às empresas ali presentes e aos curiosos, os homens da paz não viram a tarefa facilitada. A GNR ajudou naquilo que pôde, mas foi mesmo muito difícil”, considerou acerca do combate às chamas que mobilizaram cerca de 60 homens de sete corporações durante mais de uma hora e meia.
Segundo Francisco Marques, há mais de um ano que tenta agendar um simulacro no Parque Industrial, com os Sapadores de Braga, mas a tentativa não passa para já disso mesmo. Entretanto, na próxima quarta-feira vai reunir com a vereadora na Câmara de Braga, Ana Paula Morais. “Vamos pedir a reestruturação do Parque”, garantiu.
TRABALHO ESTÁ ASSEGURADO
Não estão ainda apuradas as causas do incêndio na sede da Spormex, empresa de montagem de exposições. Apesar dos elevados danos materiais, a empresa não vai fechar portas, aliás ontem os cerca de 200 funcionários retomaram a laboração. Em comunicado, a empresa garantiu que os postos de trabalho não estão em risco. “Apesar de muito grave, a ocorrência não põe em causa a nossa capacidade produtiva e muito menos a nossa subsistência, como não faz perigar a manutenção dos postos de trabalho”, pode ler-se no documento. A empresa retomou a laboração plena graças a instalações provisórias erguidas no local para substituir as áreas afectadas. Nesse sentido, é assegurada a pronta resposta às solicitações dos clientes.
O combate às chamas feriu ligeiramente um bombeiro e um funcionário da fábrica, mas ambos já receberam alta hospitalar.
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