Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

Autarca de Vouzela estima que 80% a 90% do concelho tenha sido "arrasado"

Segundo Rui Ladeira, "o concelho todo foi completamente devastado, todas as freguesias foram atingidas".
Lusa 17 de Outubro de 2017 às 20:07
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela
Chamas deixam rasto de destruição em Vouzela

O presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, disse hoje que "80% a 90% do concelho foi arrasado" pelas chamas, que também deixaram "pelo menos 20 famílias desalojadas" e destruíram "centenas de postos de trabalho".


"Estamos a avaliar os prejuízos, que são imensos, nomeadamente a destruição de casas de primeira habitação, dependências, aviários, explorações agrícolas, tratores, carros... Foi uma coisa dantesca", afirmou o autarca à agência Lusa, lembrando que o incêndio provocou seis vítimas mortais no concelho.

Segundo Rui Ladeira, "o concelho todo foi completamente devastado, todas as freguesias foram atingidas".

"Estamos preocupados com o realojamento das pessoas que perderam a sua primeira habitação, os prejuízos que tiveram e as centenas de postos de trabalho destruídos, porque arderam pequenas unidades de serralharias, carpintarias, aviários e até uma empresa de obras públicas", contou.

O autarca disse que, apesar de a avaliação ainda estar a ser feita, haverá "pelo menos duas dezenas de famílias desalojadas".

"Entre primeira habitação, arrecadações, arrumos, estamos a falar de centenas destruídos. Mais de uma centena de alfaias, tratores e maquinaria. Há pessoas que só ficaram com a roupa no corpo e isso deixa-nos destroçados", afirmou.

São prioridades garantir a sanidade pública, "porque há muitos animais mortos", restabelecer as tubagens de água para as habitações e a desobstruir as estradas, acrescentou.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 41 mortos e cerca de 70 feridos além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas. Uma pessoa está ainda desaparecida.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre hoje e quinta-feira.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)