Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

Fundo com mais de 2 milhões em donativos para vítimas dos incêndios

Fundo do Estado tem a seu cargo a reabilitação de 56 casas, com um perfil de intervenção mais exigente já que se tratam de reconstruções integrais.
Lusa 17 de Setembro de 2017 às 00:01
Chamas destruíram várias habitações em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Chamas destruíram várias habitações em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Chamas destruíram várias habitações em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Pedrógão Grande

O Fundo Revita, criado há três meses para gerir os donativos para as vítimas dos incêndios na zona centro, conta com 30 entidades e os donativos ascendem a 2.034.309 euros, informou este sábado o Instituto da Segurança Social (ISS).

"Até à data aderiram ao fundo 30 entidades, com donativos em dinheiro, em bens e em prestação de serviços. Os donativos em dinheiro ascendem a 2.034.309 euros", lê-se num comunicado do ISS.

Entre as entidades participantes contam-se o Banco Santander, o BCP, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, o Montepio Geral, a ANA e Vinci Airports, o Banco de Portugal, o Grupo Salvador Caetano, a Fnac, a Samsung, o IKEA, a Essilor, a TAP e a Molaflex.

"A competência do Revita cinge-se aos donativos entregues ao Fundo. Os donativos destinam-se prioritariamente à reconstrução das habitações afetadas pelos incêndios e ao seu apetrechamento, bem como ao apoio aos agricultores", realçou o ISS.

Para assegurar uma maior eficiência na gestão dos donativos, foram estabelecidos protocolos com outras entidades, como a Cáritas Diocesana de Coimbra e a União das Misericórdias Portuguesas em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian, que agregaram outros donativos, sendo responsáveis pela sua gestão.

"Nesse esforço de cooperação foi assegurada através do Fundo Revita a distribuição das casas a recuperar e a reconstruir nos três concelhos afetados [Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos], mas também nos municípios adjacentes de Góis, Pampilhosa, Sertã e Penela", assinalou o ISS.

E acrescentou: "Nesse contexto foram atribuídos aos diversos fundos para reconstrução de 199 casas de primeira habitação, das quais 95% estão em andamento, com obras em projeto, em consulta de preço, adjudicação, consignadas, em execução ou concluídas. Deste conjunto destacam-se as 73 casas que se encontram em fase mais avançada, nomeadamente 24 habitações com obra consignada, 30 com obra em execução e 19 concluídas".

O Fundo Revita tem diretamente a seu cargo a reabilitação de 56 casas, com um perfil de intervenção mais exigente já que se tratam, na sua maioria, de reconstruções integrais.

"Ainda que a execução financeira seja naturalmente mais faseada, estão neste momento em condições de passagem à fase de pagamento 23 processos", adiantou o ISS, sublinhando que o Revita "continuará a cooperar com as entidades envolvidas no processo de reconstrução, tendo como objetivo a coordenação dos apoios disponíveis no terreno".

O incêndio que começou a 17 de junho em Pedrógão Grande provocou 64 mortos e mais de 200 feridos, sendo apenas extinto uma semana depois. Alastrou a Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã.

Ver comentários