Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

INDIGNAÇÃO EM GUIMARÃES

Ficou ontem adiada para data incerta a inquirição das sete primeiras testemunhas de um total de 400, que até ao início de Janeiro de 2004, serão ouvidas pelo Tribunal de Guimarães, no âmbito da fase de instrução do polémico caso dos atestados médicos, alegadamente falsos.
18 de Novembro de 2003 às 00:00
De acordo com fonte judicial, as testemunhas não foram ouvidas porque o juiz do processo se declarou ‘impedido’, nos termos do artigo 39, nº 2, alínea B, do Código do Processo Penal, argumentando impossibilidade de julgar, por se encontrar ligado por laços de parentesco a um dos arguidos do processo.
O adiamento suscitou os protestos da população de Guimarães, que tem demonstrado a sua vontade de ver rapidamente resolvido na justiça, o caso que há três anos inflamou a opinião pública vimaranense e despertou a atenção do País.
“Isto é uma vergonha para a cidade e pelo caminho que leva nunca mais vai acabar”, disse ao Correio da Manhã fonte do pelouro da Educação da Câmara de Guimarães, lamentando que “esta novela nefasta se venha arrastando por vários anos.
O processo apelidado como ‘Epidemia de Guimarães’, ocorreu no final do ano lectivo 1999/2000, quando mais de três centenas de alunos das escolas secundárias Martins Sarmento e Francisco de Holanda faltaram às provas globais do 10.º e 11.º anos, alegando motivos de saúde, comprovados com atestados médicos.
O caso, cujas inquirições devem começar amanhã, a outros sete alunos, envolve 153 médicos e 98 antigos alunos, maiores de 16 anos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)