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Correio da Manhã

Portugal
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INEM responde após ser alvo de críticas por transportar Santana Lopes de helicóptero

Instituto Nacional de Emergência Médica esclareceu que ativação de helitransporte ocorreu em função de uma "avaliação clínica".
16 de Maio de 2019 às 00:43
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Instituto Nacional de Emergência Médica esclareceu que ativação de helitransporte ocorreu em função de uma "avaliação clínica".
O INEM emitiu um comunicado onde responde às críticas das quais foi alvo após o acidente de viação que envolveu Santana Lopes e Paulo Sande. Nas redes sociais, foram vários os utilizadores que comentaram o facto de ter sido acionado um helicóptero do INEM para transportar o ex-primeiro-ministro para o Hospital da Universidade de Coimbra, a cerca de 20 quilómetros do local onde ocorreu o despiste.

"Quando foi a última vez que houve um helitransporte da A1, a menos de 20 quilómetros de um hospital central? Houve sim uma diferenciação tendo em conta quem era o ferido, e não o podem negar...", pode ler-se na página de Facebook do INEM.

Os comentários sucederam-se e num ápice a página ficou "entupida" de críticas. "Tenham vergonha. Assumam a existência de um protocolo para VIPs. Demoraram mais do dobro do tempo a transportar por via aérea (por terra estava nos HUC em 20-30 min). Ainda por cima um trauma torácico. Se tivesse um pequeno pneumotórax e agravasse só por causa de ser transportado pelo ar porque é VIP? Não façam das pessoas parvas", pode ler-se num outro comentário.

O Instituto Nacional de Emergência Médica esclareceu que o helitransporte acionado ocorreu em função de uma "avaliação clínica" realizada pelas equipas médicas no local.

"O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) recebeu às 17h05 um pedido de ajuda para um acidente grave com capotamento, na A1, km 136, com duas vítimas encarceradas (sexo masculino, aproximadamente 60 anos)", pode ler-se.

Por último, o INEM esclarece que a assistência prestada às vítimas deve ser igual e sem qualquer diferenciação. "O serviço público prestado 24/24 horas pelo INEM - cuidados de emergência médica pré-hospitalares - é universal, gratuito, e exige igualdade de tratamento para todos os cidadãos que se encontrem em território de Portugal Continental e que dele necessitem, independentemente da sua situação económica, social, cultural, das convicções filosóficas, religiosas ou políticas".
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