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Correio da Manhã

Portugal

Infeção na prisão mata pai homicida de bebé

Emanuel Mário sentiu-se mal na Carregueira e foi levado para o hospital de Santa Maria. Assassinou a filha mergulhando-a em água a escaldar.
Magali Pinto 5 de Janeiro de 2018 às 01:30
Bebé morreu após ser mergulhada pelo pai em água a ferver
Cláudia Silva foi condenada a 18 anos pela morte da filha
Cláudia Silva foi condenada a 18 anos pela morte da filha
Bebé morreu após ser mergulhada pelo pai em água a ferver
Cláudia Silva foi condenada a 18 anos pela morte da filha
Cláudia Silva foi condenada a 18 anos pela morte da filha
Bebé morreu após ser mergulhada pelo pai em água a ferver
Cláudia Silva foi condenada a 18 anos pela morte da filha
Cláudia Silva foi condenada a 18 anos pela morte da filha
Emanuel Mário encontrava-se a cumprir 25 anos de cadeia, a pena máxima, no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra. O homem de 40 anos matou, no verão de 2014, em Lisboa, a própria filha, uma bebé de quatro meses que torturara, mergulhando-a em água a ferver. Na terça-feira, o homicida morreu no hospital de Santa Maria, depois de ter contraído uma infeção na prisão.

O funeral realizou-se na quarta-feira, sem autópsia ao corpo. Emanuel Mário começou a sentir-se mal no final do mês de dezembro e a apresentar um inchaço na zona do pescoço. Quando foi levado para o hospital já era tarde demais. Faleceu quatro dias depois de ter sido internado naquela unidade hospitalar, vítima de uma infeção. Durante o tempo em que esteve a ser tratado no Santa Maria, chegou a ser observado por um dos médicos que integrava a equipa clínica que tentara salvar a filha.

Emanuel Mário estava numa ala mais reservada da cadeia e até evitava ir ao pátio da prisão para não ser alvo da fúria dos restantes reclusos - foi por diversas vezes agredido por outros presos. Há dois anos foi condenado à pena máxima no Campus de Justiça, decisão mantida pelo Tribunal da Relação de Lisboa. A mulher, ex-bombeira, foi também condenada, a 18 anos de prisão. Está presa em Tires. Leonor tinha apenas quatro meses de vida. Na manhã do dia 17 de agosto de 2014, foi mergulhada em água a escaldar. As queimaduras deixaram a criança com cinquenta por cento do corpo queimado e com partes da pele a boiar na banheira. Enquanto a filha gemia com dores, a mãe foi comprar carne, espumante e vinho.

Durante as compras, o casal trocou mensagens de cariz sexual. A menina agonizava. A bebé acabou por morrer apesar dos esforços do INEM que foi, já tarde, chamado ao local.

PORMENORES
Outro filho agredido

Emanuel Mário e a mulher foram também condenados a pagar 10 mil euros de indemnização a outro filho, de dois anos, que também era agredido pelos pais.

Mulher esteve à solta
Cláudia Silva esteve sempre em liberdade até ao final dos recursos. Até que não teve forma de escapar. Assim que saiu a decisão do Supremo, a mulher de 36 anos foi para a cadeia.

Homicida falou aos juízes
Emanuel Mário falou aos juízes e referiu que não teve intenção de matar a filha. As declarações não foram tidas em conta.
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