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Correio da Manhã

Portugal
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Insanidade será o tudo ou nada para Renato Seabra

Aumenta a tensão negocial entre a acusação e a defesa de Renato Seabra, que vai apostar tudo na tese de que o jovem modelo estava fora de si quando matou e mutilou o cronista Carlos Castro.
6 de Março de 2011 às 00:30
Advogado de Renato Seabra só aceita negociar uma pena de prisão bastante abaixo dos 25 anos
Advogado de Renato Seabra só aceita negociar uma pena de prisão bastante abaixo dos 25 anos FOTO: Valério Boto

O sucesso depende dos relatórios médicos dos dois hospitais onde Renato deu entrada - o que se torna arriscado. Se a procuradora mantiver a acusação de homicídio em 2º grau, não aceite pela defesa, e não chegarem a acordo na pena, seguem para julgamento. Aí, é o tudo ou nada para Renato: ou o júri aceita a insanidade, aplicando uma pena de cinco a 25 anos, ou pode levar perpétua.

"Insanidade temporária é a única defesa que Renato tem. Negar o crime seria ridículo", diz Tony Castro, ex--procurador de Justiça de Nova Iorque. A defesa aguarda os "importantes" relatórios do Hospital St. Luke's Roosevelt, o primeiro para onde Renato Seabra se dirigiu por vontade própria no dia do crime. Todos os relatórios terão de ser entregues à procuradoria quando for anunciada a estratégia da insanidade.

O ex-procurador luso-descendente, que já lidou com casos semelhantes, acredita que "a defesa está sob grande pressão dada a quantidade e qualidade de provas existentes". A probabilidade de chegada a acordo está cada vez mais afastada, e o próprio advogado de Renato reconheceu que o julgamento é o mais provável.

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