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Correio da Manhã

Portugal
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INSECTO RASTEJANTE INVADE NEONATOLOGIA

O Serviço de Neonatologia do Centro Hospitalar de Gaia está encerrado, desde o fim-de-semana e até à próxima terça-feira, devido aos trabalhos de desinfestação de que está a ser alvo devido à invasão de um insecto rastejante, de nome psocotera.
23 de Agosto de 2003 às 00:00
É minúsculo, não mede mais que um mísero milímetro, desloca-se facilmente de um lado para o outro nas suas patinhas, gosta de ambientes húmidos e não é um agente patológico nem patogénico, ou seja, é inofensivo e não provoca qualquer problema à saúde dos homens.
MULTIPLICAÇÃO
Multiplica-se com grande facilidade, sem necessitar de acasalamento com outro ser semelhante, porque é hermafrodita. Ao fim de dois ou três dias passa de dois ou três insectos para “algumas centenas”.
“Bastou apercebermo--nos da sua presença para tomarmos as medidas que considerámos adequadas, numa altura que eram três ou quatro insectos. Fizemos de imediato uma acção de desinfecção e limpeza que, contudo, acabou por não se revelar suficiente”, explica ao CM o director do Serviço de Neonatologia, Flávio Laranjeira.
O seu aparecimento, cuja origem se desconhece, surgiu numa sala de Cuidados Intermédios do Serviço de Neonatologia.
HUMIDADE
O teor de humidade de 60 por cento que existe naquele ambiente favoreceu a sua propagação, o que obrigou a que fosse chamada uma empresa especializada em desinfestação e levou ao encerramento de todo o serviço de Neonatologia, incluindo a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).
Segundo o clínico, três bebés que estavam internados na UCI e um quarto que viria entretanto a nascer e a precisar dos cuidados daquela unidade especializada tiveram de ser transferidos para outros hospitais do País, próximos dos seus locais de origem, designadamente Leiria, Braga e os hospitais Maria Pia e Santo António, no Porto.
AMBULÂNCIAS
“Não houve qualquer problema na transferência dos bebés internados para os outros hospitais porque o seu transporte foi efectuado em ambulâncias do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica - que são verdadeiras unidades de cuidados intensivos ambulatórias”, sublinhou Flávio Laranjeira.
Além dos bebés internados na UCI foram transferidos os restantes doze recém-nascidos que estavam internados nos Cuidados Intermédios.
Alguns tiveram alta médica e foram para casa, outros foram transferidos para o serviço de Pediatria daquele hospital.
Segundo o clínico, a invasão deste rastejante esteve circunscrita àquela unidade de saúde, não se tendo propagado a outras áreas.
“Os técnicos aplicaram um produto químico e disseram que eram necessários quatro dias para o seu arejamento. Na segunda-feira procedem à lavagem e limpeza de toda esta área afectada que precisa novamente de arejamento. Só na terça-feira é que estaremos em condições de reabrir a unidade”, afirma Flávio Laranjeira.
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