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Correio da Manhã

Portugal
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INSPECÇÃO AUTOMÓVEL AVANÇA PARA A ESTRADA

Os veículos a motor vão ser alvo de inspecções aleatórias a partir do próximo ano. O CM sabe que esta acção, que em tudo se assemelhará a uma operação ‘stop’, vai ser feita com o recurso a centros móveis, a instalar nas estradas. Mas, por enquanto, apenas existe um semi-reboque devidamente equipado para este tipo de operação, que não onera o condutor. Ou seja, é gratuita.
8 de Novembro de 2002 às 00:00
Na prática, os veículos vão ser passados a “pente fino” (luzes, matrícula, sistema de travagem, emissão de poluentes, etc.), tal como acontece nas inspecções periódicas.

Mas as mudanças no sector da inspecção automóvel não se ficam por aqui. No decorrer do primeiro semestre do próximo ano os Centros de Inspecção Automóvel vão alargar a sua actividade, nomeadamente a de fazer um exame extraordinário e mais aprofundado a veículos que tenham sofrido acidentes, bem como aos automóveis importados. Os motociclos também vão ser sujeitos a inspecção que, numa primeira fase, vai incidir sobre as motos com cilindrada acima dos 125 cc.

Por enquanto, e segundo adiantou ao CM o presidente da Associação Nacional dos Centros de Inspecção Automóvel, Paulo Areal, as inspecções mais alargadas vão ser realizadas em 50 centros, espalhados por todo o País. Recorde-se que estas atribuições já estavam regulamentadas num decreto-lei de 1999, mas só agora vão ser levadas à prática.

No caso dos veículos que tenham sofrido acidentes, e caso se registe a apreensão de documentos, passam a estar sujeitos a uma inspecção mais pormenorizada ao chassis e ao motor. Os veículos importado também vão estar sujeitos a inspecções ao chassis e motor, neste último caso para verificar se houve alterações de cilindrada.

Segundo Paulo Areal, as novas atribuições dos centros de inspecção vão contribuir para uma maior segurança rodoviária. No ano passado, e segundo a Direcção-Geral de Viação, foram feitas 3.799.858 inspecções, com uma taxa de reprovação que ronda os 20%. As principais causas da reprovação devem-se aos sistemas de travagem, de suspensão e emissão de gases. “A legislação é muito exigente, e ainda bem. As falhas mecânicas não representam mais do que 10 a 15% dos acidentes, até porque os centros de inspecção têm uma fiscalização que lhes exige tolerância zero”, diz Paulo Areal.

No entanto, e segundo este responsável , é necessário rever a lei que regula as coimas sobre infracções nos centros, pois a legislação actual penaliza da mesma maneira o responsável do centro que avaliou um automóvel e que deixou passar uma irregularidade na matrícula e o que deixou passar um problema nos travões.
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