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Correio da Manhã

Portugal
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INSPECTOR EXTORQUIA

A Directoria de Faro da Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem um inspector do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal daquela instituição, devido à existência de “fortes indícios” da prática de crimes de extorsão, na forma tentada, e abuso de poder, actividades popularmente designadas por “cobranças difíceis”.
17 de Julho de 2003 às 00:39
Segundo a PJ, o indivíduo, de 50 anos, encontrava-se ausente do serviço activo desde Setembro de 2002, mediante sucessivas baixas médicas. Um recurso que lhe permitia desenvolver as chamadas “cobranças difíceis” no Sul do País, já que, embora a PJ de Faro não adiante pormenores sobre o ‘modus operandi’ utilizado pelo indivíduo, tendo em conta as investigações em, curso, o CM apurou que o inspector detido concentrava a sua actividade ilícita no Algarve, onde se deslocava regularmente para esse fim.
O nosso jornal soube ainda que a PJ de Faro prossegue as investigações no sentido de apurar a totalidade dos crimes praticados pelo indivíduo, bem como o envolvimento de outros elementos ligados à mesma actividade criminosa.
Na sequência da detenção, o inspector foi presente ontem ao Tribunal Judicial de Tavira, tendo saído com termo de identidade e residência. O indivíduo incorre numa pena até cinco anos de prisão pelo crime de extorsão desde que, de acordo com o artigo 223 do Código Penal, fique provada a intenção de obter, para si ou para terceiro, enriquecimento ilegítimo.
A PJ procede ainda a um inquérito interno com vista a esclarecer uma situação ocorrida há cerca de um mês. Na ocasião, à saída de um bar de Carcavelos, visivelmente alcoolizado, o inspector disparou um tiro que partiu o vidro de uma residência particular.
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