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Correio da Manhã

Portugal
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Inspectora da PJ presa por matar idosa com 14 tiros

Uma inspectora da Policia Judiciária do Porto foi detida por suspeita da autoria dos 14 disparos que mataram uma idosa de Coimbra, na semana passada. A mulher é casada com um neto da vítima, que também é inspector da Polícia Judiciária do Porto. A arma foi furtada das instalações da PJ
27 de Novembro de 2012 às 10:23
Filomena foi encontrada morta em casa
Filomena foi encontrada morta em casa FOTO: Ricardo Almeida

Segundo CM apurou, a detenção foi feita por elementos da Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária.

Filomena Gonçalves, 80 anos, foi atingida com 13 dos 14 disparos feitos a média distância pela homicida. O corpo foi encontrado crivado de balas, quarta-feira à noite, por familiares que estranharam o facto de aquela não atender o telefone. 

A homicida, de 36 anos, usou uma pistola semiautomática, de calibre proibido a civis (nove milímetros). A suspeita estava de baixa médica há cerca de duas semanas devido a uma intervenção cirúrgica.

"Foi um trabalho complexo e difícil desde quarta-feira, mas que rapidamente produziu efeitos, devido ao excelente trabalho de investigação levado a cabo pela directoria da PJ do Norte e do Centro", disse fonte da Judiciária.

A mulher de 36 anos, inspectora na PJ do Porto, é casada com o neto da vítima, que também é inspector na PJ do Porto, que "nada tem a ver com o caso".

Segundo a mesma fonte, a suspeita terá matado a vítima com 13 a 14 tiros disparados de uma arma que presumivelmente furtou das instalações da PJ do Porto, não tendo usado a sua arma de serviço.

Num comunicado hoje divulgado, a PJ explica que a investigação que levou à detenção da suspeita foi realizada em coordenação pelas directorias do Centro e Norte daquela força policial e que a detida vai ser presente a tribunal para aplicação de eventuais medidas de coacção.

A idosa foi atingida mortalmente com uma arma de fogo na passada quarta-feira à noite numa residência da rua António José de Almeida, zona de Celas. A vítima "tinha acabado de morrer" quando elementos da PSP chegaram ao local, onde já estava também uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

 

Coimbra homicídio; Polícia Judiciária
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