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Correio da Manhã

Portugal

INSPECTORES AGREDIDOS À CATANADA

Dois inspectores da Polícia Judiciária foram agredidos, ontem, à catanada, por um foragido do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, indivíduo que os investigadores tentavam capturar.
28 de Agosto de 2003 às 01:07
O indivíduo, de etnia cigana, evadido há seis meses, encontrava-se num acampamento na zona de Santarém quando, pelas 07h00, foi surpreendido por quatro investigadores.
Armado com uma catana, o foragido reagiu e atacou dois dos quatro inspectores, que foram transportados ao Hospital de Santarém, onde ficaram internados, ao mesmo tempo que era protegido por familiares.
Um dos inspectores, agredido no abdómen e na anca, encontrava-se, ontem à tarde, sob observação, devido à gravidade dos ferimentos.
Já o outro elemento da PJ foi atingido na testa, pulso e braço esquerdo e está livre de perigo.
Refira-se que os investigadores recusaram recorrer a armas de fogo, a título de defesa, devido à presença de muitos menores no acampamento, esclarece em comunicado a Directoria Nacional da Polícia Judiciária.
O evadido, com idade entre os 30 e 40 anos, conseguiu fugir após consumada a agressão. Daí que prossigam as diligências para capturá-lo.
Para além do crime de fuga da prisão, o indivíduo é, agora, acusado de agressão a agentes da autoridade.
Os investigadores agredidos pertencem à Secção de Investigação e Prevenção Criminal da Directoria Nacional da Judiciária.
DEFENDIDO POR FAMILIARES
O evadido, surpreendido pelos quatro investigadores da Polícia Judiciária, foi fortemente apoiado pelos seus familiares que também agrediram os agentes, embora de forma menos violenta. Como tal, para além dos dois policiais que tiveram de ser transportados ao Hospital de Santarém, onde ficaram internados, os outros dois inspectores também sofreram escoriações na sequência da luta travada com os familiares.
Mas, apesar dos ferimentos, os agentes conseguiram ainda identificar dois dos agressores, maiores de idade, adiantou ao Correio da Manhã uma fonte da PJ.
A mesma salientou que a Judiciária não solicitou o apoio da PSP ou da GNR, pois tratava-se de uma “operação normal” de captura de um evadido, pelo que “quatro investigadores eram mais do que suficientes para garantir o sucesso da acção”, o que acabou por não se verificar.
E não se verificou porque “os inspectores foram surpreendidos pela violência da agressão e presença em massa de familiares do foragido”, esclareceu a fonte contactada.
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